Aquisição de blocos de gás no PI pela Eneva reflete resultados do NMG, diz ministro

Petroleira arrematou seis áreas onshore na região norte do estado, onde já opera com exploração de gás e geração termelétrica

Alguns dos negócios realizados no âmbito da sessão pública do 1º Ciclo de Oferta Permanente refletem diretamente os primeiros resultados positivos gerados pelo Novo Mercado de Gás, especialmente o que levou a Eneva a adquirir blocos exploratórios de gás natural na Bacia do Parnaíba, no Piauí. A avaliação foi feita pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em rápida conversa com jornalistas após participar da abertura do evento, promovido nesta terça-feira, 10 de setembro, no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A Eneva arrematou sozinha seis dos 17 blocos terrestre ofertados pela ANP na Bacia do Parnaíba, região norte do Piauí. O bônus total foi de pouco mais de R$ 3,5 milhões, enquanto o investimento mínimo previsto na fase de exploração (PEM) será de aproximadamente R$ 180 milhões. A área dos seis blocos arrematados pela empresa abrange cerca de 13,7 mil km². Nessa região a petroleira já opera com exploração de gás e com o Complexo do Parnaíba, formado por quatro termelétricas com 1,4 GW de capacidade instalada. As usinas são abastecidas pelo gás extraído na Bacia.

A sessão pública do 1º Ciclo da Oferta Permanente da ANP colocou em disputa campos e blocos onshore e offshore em águas rasas devolvidos ou não arrematados em leilões promovidos anteriormente pelo órgão regulador. O processo é realizado pela primeira vez no país e visa, principalmente, a criação de condições mais atrativas para que investidores entrem em áreas descartadas em rodadas já realizadas. Uma das vantagens é permitir que as empresas interessadas estudem os campos e blocos com mais tempo, ao longo de 90 dias. Há 47 empresas inscritas para a Oferta Permanente.