Cemig lança empresa de soluções em GD, eficiência, cogeração e mobilidade

Cemig S!M nasce com carteira de projetos com 10 usinas de mini-geração distribuída solar, somando 42 MW de capacidade instalada

De olho na abertura do mercado brasileiro de energia nos próximos anos, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançou nesta terça-feira (8) uma nova empresa de soluções e geração solar distribuída. Batizada de Cemig S!M – Soluções Inteligentes em Energia, a subsidiária já nasce com uma carteira de projetos formada por 10 usinas de minigeração distribuída solar fotovoltaica, somando 42 MW de capacidade instalada e que estarão em operação até o final deste ano em diversas cidades mineiras. A meta da empresa é que o portfólio de projetos chegue a 200 MW em operação até o final do ano que vem, com investimentos próprios de R$ 300 milhões.

O modelo de viabilização prevê a criação de sociedades de propósito específico para o desenvolvimento desses projetos. As 10 primeiras usinas previstas para 2019 serão implementadas em parceria com a empresa Mori Energia, que terá uma fatia majoritária de 51% de participação – a Cemig S!M terá os 49% restantes nos projetos. Outras empresas da iniciativa privada estão em conversas para novos projetos da nova subsidiária da estatal mineira, que vai abarcar outros segmentos de mercado além da geração distribuída. A companhia vai atuar também com soluções em eficiência energética, gestão de utilidades, armazenamento, cogeração e mobilidade elétrica.

“A Cemig S!M é fruto de uma fusão de duas outras empresas nossas, a Efficientia, que atuava especificamente com eficiência energética, e a Cemig GD, criada em 2017. Agora a Cemig S!M concentras essas duas áreas e amplia o escopo de atuação, com foco na agilidade e na digitalização para trazer o cliente cativo de baixa tensão”, explica Danilo Gusmão, presidente da Cemig S!M. Entre as entidades e empresas que já adotaram o sistema de geração distribuída em parceria com a Cemig S!M estão ACMinas, Mercado Central, Igreja Batista da Lagoinha, Minaspetro, Supermercados Epa, Fiemg e Oncocenter. O faturamento previsto é de R$ 140 milhões ao ano.