O ano de 2016 ainda continuará a trazer desafios para os consumidores de energia. Um desses desafios, na opinião da Associação Nacional dos Consumidores de Energia, é a Conta de Desenvolvimento Energético. Para 2016, ela foi definida em R$ 18,4 bilhões, valor que embora menor que o do ano anterior continua alto. A associação é crítica do valor, já que para ela, a conta vem causando dificuldades a consumidores industriais e comerciais, devido a escalada nos seus valores que vem sendo registrada nos últimos anos e a inserção de rubricas indevidas. "O consumidor continuará a ser penalizado em 2106", explica Carlos Faria, presidente da associação, que participou na última quarta-feira, 18 de maio, do Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico, no Rio de Janeiro (RJ).
O pagamento das indenizações para as transmissoras pelos seus ativos anteriores a maio de 2000 enquadrados na lei 12.783/2013 também é outro motivo de preocupação para a Anace. De acordo com o presidente da associação, a maneira como a indenização será paga às concessionárias, a partir de 2017, é motivo de dúvida. "Como o pagamento vai ser feito, vai vir para a conta do consumidor? As transmissoras vão receber, já estão satisfeitas", pergunta. Faria lembrou que desde 2012, todos os segmentos vêm sofrendo com desajustes. Ele criticou a forma como foi feita a alteração na formação do Preço de Liquidação das Diferenças, que reduziu substancialmente o valor. A modicidade tarifária deve ser repensada, assim como os encargos do setor.
Dando como sugestão para a nova equipe do Ministério de Minas e Energia Elétrica fazer o ‘mais fácil primeiro, para depois fazer o mais difícil’, Faria coloca como um dos itens simples a alteração nos critérios de entrada para os consumidores no ambiente livre. Ele não quer uma liberação de patamares, mas sim uma redução. Segundo ele, nenhum país na América Latina adota parâmetros similares aos brasileiros. "Seria uma redução gradual para atrair oconsumidor”, aponta.