Brasil registrou 2,9 GW em aumento de capacidade de geração até maio

Previsão da Aneel é de que até final do ano país alcance novo recorde de expansão da matriz com 10,2 GW em novas usinas

O Brasil registrou o aumento de sua capacidade instalada em 2.907,9 MW no período de janeiro a maio. Os dados constam do relatório mensal da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre as usinas em operação no país. O maior responsável por este volume está em usinas hidrelétricas, que já somam 1.460,7 MW. Em seguida aparece a fonte eólica com 1.159,4 MW de incremento da capacidade de geração.

Já a fonte térmica, somando a geração a biomassa e as térmicas a combustíveis fósseis, apresentou aumento de 228 MW, sendo que a primeira respondeu pela maior parte, 205 MW. Em relação a Pequenas Centrais Hidrelétricas o volume ficou em 59,8 MW.
Se toda a capacidade prevista pela Aneel que está com a sinalização verde, ou seja, que não apresentam restrições para a entrada em operação, se confirmar, o país poderá encerrar o ano com o incremento da capacidade instalada em 10.254,3 MW, o maior volume de expansão desde o início da medição da série histórica de 1998. Atualmente o recorde foi verificado em 2014 com 7.509,4 MW de aumento.
Segundo o levantamento da Aneel, ainda há 71,65 MW em capacidade prevista para este ano que está na indicação amarela, ou seja, que apresentam restrições para a entrada em operação comercial. Na sinalização vermelha, aquela na qual se classifica projetos com graves restrições não há empreendimentos indicados, assim como em todo o horizonte até 2023. A Aneel aponta contudo que não há previsão de operação comercial para projetos que somam 3.181,54 MW na faixa vermelha.
Até 2023 estão já contratados 41.004 MW em nova capacidade instalada. Sendo que 21.745,02 MW estão na faixa verde e 16.077 na amarela. São esperados para entrar em operação comercial quase 9 mil MW em 2017 e 10.744 MW no ano seguinte. Das fontes que já estão previstas a maior delas ainda é a hídrica com 15.998 MW de UHEs e 2.229 MW de PCHs. Em relação à fonte térmica são esperados 11.933 MW e 9.016 MW em eólicas e 1.836 MW da fonte solar fotovoltaica. Esses volumes, desconsiderando as faixas de classificação de restrições da agência reguladora.