Fitch rebaixa rating de emissão de R$ 44,5 milhões da Linhas de Taubaté Transmissora

Agência também rebaixou rating de emissão da UTE Pernambuco III

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou na última quarta-feira, 25 de maio, de ‘AA+ (bra)’ para ‘AA- (bra) ’ o Rating Nacional de Longo Prazo da quarta emissão de debêntures da Linhas de Taubaté Transmissora de Energia S.A., no valor de R$ 44,5 milhões e vencimento em março de 2030. A Observação Negativa foi removida, sendo atribuída Perspectiva Estável. A Linhas de Taubaté é uma Sociedade de Propósito Específico controlada pela Isolux que vai construir, operar e manter a linha de transmissão Taubaté (SP) – Nova Iguaçu (RJ), em 500 kV, circuito simples e extensão aproximada de 247 km.

De acordo com a agência, o rebaixamento veio devido a deterioração dos Índices de Cobertura do Serviço da Dívida de curto e médio prazo da operação após reescalonamento do financiamento de longo prazo concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, incremento dos juros remuneratórios das debêntures e cancelamento do projeto de reforço da SE Nova Iguaçu. O rating reflete a manutenção das cartas de fiança como garantia até que o DSCR atinja 1,20 vez, o qual condiz com o rating ‘AA- (bra) ’. Os cenários da Fitch indicam que este índice só será atingido em 2024.

Ainda segundo a Fitch, o rating poderá ser rebaixado caso as fianças sejam liberadas e a expectativa de DSCR permaneça abaixo de 1,20 vez. Além disso, pode haver ação negativa caso os fiadores do projeto sejam rebaixados para abaixo de ‘AA- (bra) ’ antes do completion financeiro do projeto. Já uma melhora da nota poderá ocorrer caso, após o completion financeiro, o emissor demonstre desempenho operacional estável e DSCR acima de 1,25 vez por dois anos.

A Fitch também rebaixou de ‘AA+(bra)’ para ‘A-(bra)’ o rating Rating Nacional de Longo Prazo da primeira emissão de debêntures da Termelétrica Pernambuco III, no valor de R$ 300 milhões. Ao mesmo tempo, a agência colocou o rating em Observação Negativa.O rebaixamento dos ratings dessas emissões reflete a dificuldade de o emissor gerir sua posição de capital de giro adequadamente, gerar margens operacionais positivas quando despachada a preços atuais de petróleo e realizar investimentos de manutenção pesada relevantes, após elevados níveis de despacho ao longo dos últimos dois anos. Os pagamentos de principal e juros das debêntures permanecem sendo honrados devido à forte estrutura de contas, que aloca as receitas fixas diretamente para estes pagamentos.

A Fitch poderar remover a Observação Negativa e atribuir Perspectiva Estável aos ratings, caso o emissor chegue a uma solução para sua posição de capital de giro. Incapacidade de reduzir a diferença entre passivo e ativo circulante nos próximos meses deverá levar a novos rebaixamentos.