MME: 41,2% da oferta interna no Brasil em 2015 veio de energia renovável

Resenha Energética Brasileira mostra que país está em situação de vantagem perante outros países desenvolvidos

A Oferta Interna de Energia Brasileira de 2015 registrou 299,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, sendo que deste total 41,2% correspondem à energia renovável, um aumento de 4,6% em relação ao indicador de 2015, de 39,4%. O valor é superior ao verificado nos países desenvolvidos, que têm apenas 9,4% de renováveis. Os dados constam na Resenha Energética Brasileira de 2016. O documento é elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, com o objetivo de divulgar as principais informações na área de energia do ano que terminou, contendo dados como as matrizes energéticas, o comércio externo, capacidade de instalações, recursos e reservas, leilões, preços de energia, intensidade energética, emissões de CO2, frotas de veículos e cobertura elétrica.

As vantagens comparativas do Brasil são também expressivas na Oferta de Energia Elétrica – subconjunto da matriz energética -, com uma proporção de 75,5% de renováveis. Nos países desenvolvidos o indicador é de 23,1% e nos demais países, 22,5%. O alto nível de renováveis também permite ao Brasil um outro destaque, o de baixo indicador de emissões de CO2 por unidade de energia consumida. Em tonelada equivalente de petróleo, o indicador do Brasil é de 1,56, contra 2,25 nos países desenvolvidos, e de 2,35 na média mundial.

Na bioenergia líquida na matriz de transportes, o país detém a maior presença, com participação de 21,4% de etanol e biodiesel na matriz. Nos países desenvolvidos, a bioenergia participava com apenas 4,1% em 2015, e nos demais países, a participação era ainda menos expressiva: 0,8%. Na matriz de consumo industrial de energia, as vantagens comparativas do Brasil são expressivas, mostrando participação de 39,2% de bioenergia sólida em 2015, contra 9,9% nos países desenvolvidos, e de 5,3% nos demais países. Os usos de bagaço de cana para calor de processo na produção de açúcar, da lixívia na produção de celulose, do carvão vegetal na produção de ferro-gusa, e de lenha na indústria de cerâmica, são os principais indutores do alto indicador brasileiro.