O frigorífico JBS anunciou que irá ampliar a capacidade da termelétrica Biolins, que produz energia elétrica a partir da geração de vapor com a queima do bagaço de cana e outros resíduos. Para tanto, a empresa fechou um contrato com a empresa alemã Siemens para fornecer a nova turbina, que vai aumentar o potencial energética da térmica em 50%, de 30 MW para 45 MW. A planta abastece o complexo industrial da JBS em Lins, no interior de São Paulo, e comercializa o excedente no mercado livre de energia.
 
“A nova turbina nos propiciará um ganho de eficiência e poder de geração de energia muito mais vantajoso. Com essa expansão do potencial, conseguimos continuar assegurando todo abastecimento da JBS em Lins com excelência e fornecer a mais clientes externos também”, explica Lari Barbosa, coordenador de Operações da Biolins.
 
O novo equipamento Siemens contempla o palhetamento de reação, tecnologia de ponta cuja eficiência diferenciada acelera o retorno do investimento, além de trazer maior confiabilidade no processo e durabilidade. A turbina tem uma vida útil estimada em 50 anos. “Os estágios de reação aproveitam melhor a energia do vapor e, ao propiciarem maiores velocidades, melhoram a eficiência da turbina, mesmo em pontos fora do design”, diz o engenheiro Murilo Teixeira, da área de Vendas da Siemens.
 
A nova turbina tem a capacidade de fornecer energia a uma cidade de 300 mil habitantes, operando com maior autonomia e independência de fatores climáticos e a possíveis crises energéticas. A geração utiliza como fonte energética resíduos industriais resultantes dos processos de produção, tais como bagaço e palha de cana, e cavaco e pó de serra de madeira.