Tradener vence leilão de venda de energia solar do governo de Pernambuco

Com preço de R$ 165/MWh, chamada pública que vendia excedente de energia viabilizada pelo leilão solar de 2013 reuniu 16 agentes

Por um preço de R$ 165/ MWh, a comercializadora Tradener foi a vencedora do leilão realizado pelo governo de Pernambuco para a compra de 1 MW médio de energia solar excedente da UFV Fontes (11 MW), viabilizada por conta do certame regional realizado em 2013. O restante da energia da geração média da usina já vem sendo consumida pelo Centro de Convenções de Pernambuco desde o início de junho. O leilão, que foi realizado como chamada pública, foi organizado pela comercializadora da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. De acordo com Pedro Cavalcanti Filho, secretário executivo de energia de Pernambuco, o resultado do leilão foi estimulante, o que reforça o acerto na decisão da criação da comercializadora. "Ficou acima das nossas expectativas o resultado. Isso vai nos estimular a promover novos certames", afirma.
 
Estavam habilitados a participar deste leilão especial 16 agentes, sendo15 comercializadoras e uma geradora. Eram 12 agentes de São Paulo, duas de Pernambuco, uma de Goiás e uma do Paraná, que foi a vencedora Tradener. Desses participantes, nove chegaram a ofertar preços. Das nove propostas, cinco vieram de comercializadoras de São Paulo, duas das comercializadoras de Pernambuco e uma da geradora, além da vencedora paranaense. Todos os lances foram pela compra de todo o lote ofertado no edital. O secretário também considerou o patamar de preço de R$ 165/ MWh alcançado interessante, ficando superior ao PLD para carga pesada na região do mês de julho, de R$ 104,12/ MWh.
 
O governo de Pernambuco ainda faz a migração de todas as unidades para o ambiente de contratação livre de energia e aguarda a implantação dos outros projetos vencedores do leilão regional, da Sowitec e da Kroma Energia. A figura da AD Diper, que é a primeira comercializadora de um governo de estado no país, é exaltada pelo secretário como vetor amistoso de atração de investimentos, uma vez que o estado pode não só envolver incentivos, mas também energia renovável. "É uma demonstração de que ele e amigável para investimentos. É uma forma moderna, inteligente e econômica de oferecer energia", frisa Cavalcanti.