A Solar Group planeja ser, em dois ou três meses, a líder de mercado na produção de estruturas de fixação para telhados. O grupo, que existe há 21 anos, entrou a menos de um no setor de energia solar fotovoltaico e é o primeiro 100% nacional na produção dessas estruturas. Nesse período, conseguiu desenvolver um produto aderente à realidade brasileira, reduzindo custos e prazo de entrega para os clientes. Ronaldo Koloszuk, diretor comercial da Solar Group, conta que as empresas de energia solar presentes no país trabalhavam com estruturas europeias e estavam com dificuldades de utilizá-las nos telhados brasileiros quando da implantação de placas solares fotovoltaicas.
Segundo o diretor, essas estruturas são consideradas as melhores do mundo e são realmente excelentes para os telhados europeus. "Só que quando a gente vai instalar aqui em um telhado brasileiro, o caibro que se usa aqui é muito menor, porque o telhado não precisa aguentar neve. Por exemplo, quando se coloca um parafuso deles no nosso telhado, muitas vezes racha esse caibro e gera um problema", explicou o executivo em entrevista à Agência CanalEnergia. Além disso, continua, a borracha que tem nesse parafuso para vedar a telha, muitas vezes quebra a telha. Dadas as características do país, a empresa resolveu desenvolver um produto nacional mais adequado à realidade brasileira.
Mas para a iniciativa dar certo, conta Koloszuk, a empresa colocou quatro premissas para o desenvolvimento do produto: reduzir o tempo de obra em cima dos telhados; reduzir os danos ao telhado; reduzir custos, sendo mais barato que o produto importado; e ter um estoque de pronta entrega. "A gente conseguiu reduzir o preço em cerca de 20% na comparação com o produto importado", comentou. No que se refere ao estoque, o diretor afirmou que os integradores precisavam desembolsar um grande capital de giro para fazer importação, porque ela é morosa. "Acabavam desembolsando antecipadamente o dinheiro para receber esse produto meses depois. E como esse processo era moroso, os players acabavam comprando uma quantidade maior do que eles precisavam para o mês, para ter sempre um estoque", disse.
Segundo ele, a Solar Group tem um estoque e consegue entregar em cinco dias, no máximo. A empresa conseguiu ainda criar uma sistemática de entregas por obra, independente do tamanho do projeto. "O cliente passa o pedido e na etiqueta vai o nome dele e do local onde será a obra. Assim, quando a estrutura chega no cliente, ele não precisa nem tirar da embalagem da transportadora, ele já segrega junto com os módulos, com os inversores e manda para a obra", explicou o executivo, que também é diretor no Departamento de Infraestrutura da Fiesp e conselheiro da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.
Com todas as premissas atendidas, Koloszuk está confiante na liderança do mercado. Ele contou ainda que a empresa tem um bom share dentro da Sices, que é a maior distribuidora de insumos para energia solar fotovoltaica do Brasil. Além disso, a empresa fornece as estruturas para outras grandes empresas que não compram com a Sices, como a Blue Sol, por exemplo.
As estruturas da Solar Group ainda vem com mais um diferencial. Antes de serem colocadas no mercado – há uns 4 ou 5 meses -, a empresa alugou o túnel de ventos do Centro de Tecnologia da Aeronáutica e conseguiu homologar sua estrutura para ventos de até 150 km/h. "Isso trouxe muita credibilidade", apontou. A projeção da empresa é ter um faturamento em torno de R$ 13 milhões em 2017.