Consumo de energia tem queda de 4,6% em outubro, segundo CCEE

Na geração, desempenho das usinas eólicas cresce 32,7%, enquanto a produção de usinas hidráulicas e térmicas apresenta queda no período analisado

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 18 de outubro indicam queda de 4,9% na geração e de 4,6% no consumo de energia elétrica no país, na comparação com o mesmos dias da semana (3 à 20) de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.
 
A análise indica que o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional alcançou 58.166 MW médios com queda de 9,3% no mercado cativo, impactado pela migração de clientes cativos para o mercado livre. Já no Ambiente de Contratação Livre, houve aumento de 10,8% no consumo, índice também influenciado pelo movimento de consumidores vindos do mercado cativo. Eliminando o impacto da chegada destas novas cargas, há uma redução de 2,4%.
 
Dentre os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, os maiores índices de consumo em outubro foram os registrados nos setores de comércio (69,1%); serviços (41,3%); e telecomunicações (37,5%). O crescimento destes segmentos está vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre. Já o consumo nos setores de extração de minerais metálicos (-19%) e de transportes (-2,1%) apresentou queda. Expurgando os efeitos de migração, os segmentos de saneamento (+7%), madeira, papel e celulose (+5,3%) e metalurgia e produtos de metal (5%) apresentam crescimento.
 
Em relação à geração de energia, houve a entrega de 60.323 MW médios ao SIN em outubro com destaque para o incremento da produção eólica (+32,7%). A geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, caiu 5% em relação ao desempenho registrado no mesmo período do ano passado e a representatividade da fonte foi de 68,9% sobre toda energia gerada no país. O índice é praticamente o mesmo registrado em outubro de 2015, quando a fonte representou 69% de toda geração do SIN.  Houve ainda queda de 12,8% na produção das usinas térmicas, impactada pelo desempenho das usinas bicombustíveis (-78,8%) e a óleo diesel (-50,7%),
 
O InfoMercado Semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem em outubro, o equivalente a 86,5% de suas garantias físicas, ou 43.277 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 83%.