Equatorial é maior vencedora do leilão de transmissão

Empresa controladora da Cemar e Celpa inicia sua atuação como transmissora ao arrematar sete lotes

A segunda etapa do Leilão de Transmissão no. 13/2015 na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, terminou após três horas de disputa com uma clara empresa vitoriosa e com alívio para o governo por ter sido bem sucedido. Ao todo, foram colocados em disputa 24 lotes com 6.800 quilômetros de linhas de transmissão e 6.000 megavolt-ampère (MVA) de potência em subestações. Desse total foram arrematados 21 lotes e apenas três deram vazio.

A grande vencedora do certame foi a Equatorial Energia, que inaugurou sua participação em transmissão de energia no país ao arrematar sete lotes. Entre outros destaques estão a participação do Consórcio Columbia que é formado pela Cteep e pela Taesa com 50% cada uma, que ficou com dois lotes, e cada uma, de forma individual, ficou com mais um lote cada. Aliás, a expectativa era que esses dois tradicionais nomes do setor de transmissão retornassem às disputas de forma competitiva. Além desse grupo, a Alupar com 99% do Consórcio Olympus ficou com dois lotes, inclusive o maior em disputa, o lote 2 com um deságio de 18,8% depois da disputa no viva voz.

Confira a seguir o resultado completo do leilão realizado nesta sexta-feira:

– LOTE 1, composto por LT 500 kV Sapeaçu – Poções III C1, com 260 km ficou com o Consórcio CPII composto por Nasspe EP e BTG Pactual com RAP de R$ 76,7 milhões e deságio de 10,22%.

–  LOTE 2, composto pelas seguintes instalações nos estados da Bahia e Minas Gerais (Lote condicionante dos LOTES 3, 4, 5 e 6) – ficou com  consórcio Olympus, composto pela Alupar com 99% de participação 0,5% da Perfim e 05% por Apollo 11. O deságio ofertado foi de 18,85% com RAP de R$ 214,7 milhões no viva voz.

– LOTE 3, composto por instalações nos estados da Bahia e Minas Gerais (Lote condicionado ao LOTE 2) – ficou com o Consórcio Columbia que é composto em partes iguais entre a líder Taesa e a Cteep com 50%, sem deságio sobre a RAP máxima que estava em R$ 106,6 milhões para a  LT 500 kV Poções III – Padre Paraíso 2 C2, com 338 km.

– LOTE 4, (condicionado ao LOTE 2) composto por LT 500 kV Padre Paraíso 2 – Governador Valadares 6 C2, com 208 km, também ficou com o Consórcio Columbia novamente e à RAP máxima estabelecida pela Aneel, de R$ 71,4 milhões.

– LOTE 5 (Lote condicionado ao LOTE 2) no estado de Minas Gerais e composto por  SE 500 kV Padre Paraíso 2 – Compensador Estático 500 kV (-150/+300) Mvar. Esse lote foi arrematado pelo consórcio ECB-Mota-Engil, composto por Líder Construtora (99%) e pela Mota Engil (1%), deságio de 17,35% com RAP de R$ 17,7 milhões.

– LOTE 6, (condicionado ao LOTE 2 e condicionante do LOTE 7) possui instalações e Minas Gerais e Espírito Santo foi arrematado pelo Consórcio Olympus, formado pela Alupar com 99%, Perfim com 0,5% e Apollo 11 com 0,5% que ofertaram a RAP máxima de R$ 145,9 milhões.

– LOTE 7, composto por LT 500 kV Governador Valadares 6 – Mutum C2, com 165 km foi o primeiro a não atrair interessados.

– LOTE 8, composto por LT 500 kV Rio da Éguas – Barreiras II C2, com 251 km ficou com a Equatorial Energia ao ofertar um deságio de 15,99% sobre a RAP de R$ 92,6 milhões.

– LOTE 9, (condicionante do LOTE 10) composto pela  LT 500 kV Barreiras II – Buritirama C1, com 213 km e SE 500 kV Buritirama (SE nova para conexões de linhas e compensação de reativos),  foi arrematado novamente por Equatorial Energia com deságio de 27,99% e lance de R$ 70,58 milhões.

– LOTE 10, nos estados do Piauí e Bahia (condicionado ao LOTE 9) e composto por  LT 500 kV Queimada Nova II – Curral Novo do Piauí II C1, com 109 km,  LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II, C1, com 376 km e SE 500 kV Queimada Nova II (ampliação para conexão de linha), ficou com o Consórcio Sertanejo, formado pela líder Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%).Oferta de R$ 148,3 milhões, deságio de 13,4%.

– LOTE 11, (condicionado ao LOTE 10), composto por LT 500 kV Queimada Nova II – Milagres II C1, com 322 km não apresentou interessados e foi o segundo a dar vazio. A RAP estabelecida pela Aneel para esse lote era de R$ 91,7 milhões.

– LOTE 12, (condicionado ao LOTE 10), composto por  LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II, C2, com 380 km, ficou com a Equatorial Energia, com deságio de 9,99% e lance de R$ 102,9 milhões sobe a RAP máxima de R$ 114,3 milhões.

– LOTE 13, composto por LT 500 kV Açu III – Milagres II C2, com 292 km; LT 500 kV Açu III – João Câmara III C2, com 143 km, localizados nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, ficou com o Consórcio Sertanejo, formado pela líder Cymi Holding e FIP Brasil Energia com 50% cada que ofertaram RAP de R$ 111,5 milhões, deságio de 21,5%.

– LOTE 14, composto por LT 500 kV Igaporã III – Janaúba 3 C1, com 257 km;  LT 500 kV Janaúba 3 – Presidente Juscelino C1, com 337 km;  SE 500 kV Janaúba 3 (novo pátio de 500 kV – parte 1),  nos estados de Minas Gerais e Bahia (condicionante dos LOTES 15, 16 e 18). Esse foi o segundo maior lote em termos de RAP máxima permitida com R$ 223 milhões. Nesse o vencedor foi a Equatorial após disputa a lances viva voz ao valor de R$ 185,6 milhões, deságio de 16,79%

– LOTE 15, (condicionado ao LOTE 14) e formado por  LT 500 kV Igaporã III – Janaúba 3 C2, com 257 km ficou com a Equatorial Energia ao lance de R$ 85,6 milhões e deságio de 5,99% sobre a RAP máxima de R$ 91,1 milhões. 

– LOTE 16, (condicionado ao LOTE 14) composto pela  LT 500 kV Janaúba 3 – Presidente Juscelino C2, com 330 km, em lance único sem deságio ficou com a Equatorial Energia.

– LOTE 17, (condicionante do LOTE 18), composto por LT 500 kV Bom Jesus da Lapa II – Janaúba 3 C1, com 304 km;  LT 500 kV Janaúba 3 – Pirapora 2 C1, com 238 km;  SE 500 kV Janaúba 3 (novo pátio de 500 kV – parte 2) nos estados de Minas Gerais e Bahia foi arrematado pela Taesa com lance de R$ 174,6 milhões e deságio de 13,05%.

– LOTE 18, (condicionado aos LOTES 14 ou 17) é composto por SE 500 kV Janaúba 3 – Compensadores Síncronos – 2 x (-90/+150) Mvar, foi para a disputa viva voz com 25 lances no total, onde o valor ofertado ficou em R$  39,4 milhões e deságio de 16,76% por parte do Consórcio Transmissão Brasil composto pelo FIP Pátria Investimentos com 99% e a líder FTRSPE (1%) 

– LOTE 19, no estado de Minas Gerais, com LT 500 kV Presidente Juscelino – Itabira 5 C2, com 189 km foi o terceiro lote sem propostas.

– LOTE 20, composto por nos estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia e  LT 500 kV Rio das Éguas – Arinos 2 C1, com 230 km; LT 500 kV Arinos 2 – Pirapora 2 C1, com 221 km;  SE 500 kV Arinos 2 (SE nova para conexões de linhas e compensação de reativos), foi outro a ser arrematado na disputa por viva voz. Nesse caso a vencedora foi o Consórcio Sertanejo formado pela líder Cymi Holding e FIP Brasil Energia com 50% cada, com lance de R$ 130,5 milhões, representando um deságio de 17,72% sobre a RAP máxima de R$ 158,6 milhões.

– LOTE 21, no estado do Espírito Santo (condicionante do LOTE 22) composto por LT 345 kV Viana 2 – João Neiva 2 – 79 km e SE 345/138 kV João Neiva 2, (9+1Res) x 133 MVA e Compensador Estático 345 kV (-150/+150) Mvar. Para esses ativos o vencedor foi a Cteep após 54 lances no viva voz. A oferta ficou em R$ 47,2 milhões, deságio de 25,14% sobe a RAP máxima estabelecida pela Aneel.

– LOTE 22, (condicionado ao LOTE 21) composto por LT 500 kV Mesquita – João Neiva 2, com 236 km e SE 500/345 kV João Neiva 2, 500/345 kV – (3+1Res) x 350 MVA. Nesse projeto o vencedor foi  Empresa Amazonense de Transmissão de Energia (Eate) como única a entregar o envelope, sem deságio sobe a RAP máxima permitida.

– LOTE 23, no estado do Pará, composto pela LT 500 kV Vila do Conde – Marituba – 56,1 km;  LT 230kV Marituba – Castanhal – 68,6 km; SE 500/230 kV Marituba – (3+1R)x300 MVA;  e SE 230/69 kV Marituba – 2×200 MVA. Esse lote ficou novamente com a Equatorial Energia como única proponente, sem deságio sobre a RAP máxima permitida pela Aneel.

– LOTE 24, no estado do Espírito Santo composto por SE 230/138 kV São Mateus 2 (nova) – (3+1R)x50 MVA,   LT 230 kV Linhares 2 – São Mateus 2 – 113 km. Para esses ativos a vencedora foi a EDP com lance de R$ 20,7 milhões e deságio de 5,2%.