Atlantic deverá adiantar complexo eólico no RS

Empresa utiliza aerogeradores de 3 MW da Acciona e deverá entregar a obra cerca de seis meses antes do cronograma junto a Aneel

A Atlantic Energias Renováveis vê a possibilidade de adiantar a entrega dos parques no Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar (RS) com 207 MW de capacidade instalada. São duas fases de obras, a primeira tem contratos a partir de 1º de janeiro de 2017 e a segunda para um ano depois. Ambos foram viabilizados por meio dos leilões A-3 de 2014 com 18 aerogeradores e no A-5 de 2013 com outras 51 unidades. Esses serão os equipamentos com maior altura a serem instalados até o momento da região Sul, a empresa utilizará as turbinas da Acciona com rotor de 125 metros, torres de 120 metros e potência nominal de 3 MW.

Segundo o gerente de obras da Atlantic, Armando Barros, os parques já foram desenvolvidos para utilizar esse tipo de aerogerador. E por um requisito técnico as torres determinadas foram de concreto armado uma vez que para essa altura não há aço que suportasse o peso do equipamento associado à característica de rajadas no Sul do país. As medições de ventos naquela região apontam velocidades que variam entre 5 metros por segundo a até 25 metros por segundo.
“Hoje temos 18 aerogeradores montados e a nossa ideia é de que tenhamos até o final do ano 26 unidades finalizadas caso as condições do tempo ajudarem. Aí teremos mais 43 unidades que deverão ficar prontas até o inicio do segundo semestre de 2017”, apontou Barros.
O gerente da Atlantic explicou que as obras no complexo começaram em meados de junho de 2015 com a abertura dos caminhos e a infraestrutura para receber os aerogeradores. A previsão da empresa é de que cada unidade leve duas semanas para ser totalmente montado, um dos motivos que ajudam nesse prazo é a logística acerca das torres, já que a fábrica dessas partes, também da Acciona, fica dentro do complexo.
“Achamos que conseguirmos entregar a obra com antecedência, temos uma programação que indica a perspectiva de adiantar a conclusão dos trabalhos para esse período”, ressaltou. A primeira fase que contará com 18 aerogeradores foi negociada no leilão de energia nova A-3 de 2014 com o preço de R$ 129,50/MWh. Já as outras 51 turbinas, chamadas na empresa como segunda fase, foram viabilizadas no A-5 de 2013 a preço que variou entre R$ 119,48/MWh a R$ 119,50/MWh.