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A Prime Energy Consultoria e Comercialização de Energia quer ser pioneira na migração de unidades consumidoras de órgãos públicos para o mercado livre e, portanto, colocou a margem de lucro em segundo plano ao apresentar uma oferta 99% abaixo do valor teto oferecido pelo governo na licitação aberta pelo Ministério do Planejamento destinada à contratação de serviços de consultoria para a migração de 34 unidades consumidoras do Governo Federal para o ACL. O lance vencedor foi de R$ 7,9 mil contra o teto informado de R$ 1,6 milhão.

A licitação foi disputada por 21 empresas, entre elas a CMU Comercializadora de Energia e a Federal Energia, que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. As empresas fizeram ofertas de R$ 14,5 mil e R$ 69,1 mil. A Agência CanalEnergia teve acesso a tomada final de preço. Empresas como Ecom e Tradener, por exemplo, apresentaram proposta de R$ 1 milhão e R$ 1,4 milhão, respectivamente, para executar o serviço que envolve estudos preliminares, migração de unidades, treinamento e gestão das cargas.

O pregoeiro questionou a empresa vencedora diante do lance agressivo, mas acabou aceitando as justificativas apresentada pela Prime. “A empresa licitante possui larga experiência na realização de tal atividade e deseja firmar-se no mercado como pioneira na migração de unidades consumidoras de órgãos públicos, tento em vista que as migrações em questão serão inovadoras no setor elétrico, implicando para a licitante vencedora em ganho de imagem, o que também foi considerado pela peticionante quando da formulação de sua proposta”, argumentou a empresa em carta assinada por Rogério Negami, sócio-diretor da Prime.
Ainda segundo documento visto pela reportagem, a empresa argumenta que é gestora de mais de 220 pontos de consumo, administrando anualmente cerca de 101 MW médios de energia, portanto, que tem experiência e saúde financeira para executar o serviço. “Evidente, pois, que a mesma dispõe de meios e know-how para executar o serviço com qualidade suficiente para atender à necessidade da Administração”, diz Negami.

Em entrevista à Agência CanalEnergia, Leonardo Midea, diretor da Prime Energy, garantiu que o preço ofertado foi responsável. “Foi um preço de abertura. É algo que a gente está tomando como estratégico… Estamos bem tranquilos porque não é esse valor que vai denegrir a nossa imagem ou vai fazer com que a gente não execute o trabalho. Estamos consolidados no setor de energia e temos profissionais que suportam isso”, afirma.

A reportagem apurou que a energia elétrica consumida apenas na Esplanada dos Ministérios representou um montante de R$ 46 milhões gastos em 2015, segundo dados da CEB, distribuidora de energia de Brasília, o que representou um crescimento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior. “É sabido que parte deste aumento se refere ao crescimento do consumo, porém parte significativa se refere ao crescimento das tarifas reguladas”, reconhece o Ministério do Planejamento. A expectativa é que a migração dos prédios públicos para o mercado livre possibilidade uma economia de até 25% em relação aos valores das tarifas praticadas pela CEB.

Midea acredita que a assinatura do contrato será realizada até o final da próxima semana. Toda documentação solicitada foi encaminhada. Após a assinatura do contrato, a equipe da Prime vai se reunir com o Planejamento para definir o cronograma dos trabalhos. A expectativa inicial do governo é que o estudo fique pronto até julho, para que as primeiras migrações aconteçam no primeiro trimestre de 2018.

Não há garantias de que haverá viabilidade para a migração das 34 unidades consumidoras da Esplanada dos Ministérios. Midea acredita que o processo será desafiador. “A gente vê como um grande desafio avançar na migração do setor público para o mercado livre. Até pelo pioneirismo, provavelmente vamos esbarrar em alguns entraves de regras, mas a gente está bem preparado para transpor todas essas barreiras.”