Risco de déficit de energia em 2017 passa de 0,3% para 0,8% no SE/CO

Resultado de simulações,leve aumento considera condições de operação indicadas pelo ONS para abril

O risco de déficit de energia em 2017 aumentou de 0,3% em março para 0,8% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 0% para 0,1% na região Nordeste, segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. O resultado reflete a configuração do sistema no Programa Mensal de Operação de abril e as simulações feitas pelo programa Newave, com base em séries sintéticas de vazões. Quando se consideram as séries históricas, o risco de faltar energia continua em 0% nessas regiões.

Em nota divulgada após a reunião mensal desta quarta-feira, 5 de abril, o CMSE reafirmou que apesar de o abastecimento de energia estar garantido, “as condições hidrológicas desfavoráveis deverão levar a despachos térmicos mais volumosos, significando um aumento no custo da operação do sistema.” Um  grupo de trabalho  instalado pelo comitê vai aprofundar as análises sobre a condição de fornecimento de energia no Sistema Interligado e “definir ferramentas e formas de intensificar a divulgação desse processo para a sociedade.”

Em razão da situação atual dos reservatórios e das perspectivas de intensificação da geração termelétrica, a Agência Nacional de Energia Eletrica já prevê a manutenção da bandeira tarifária vermelha até novembro, quando termina o período seco. Os níveis de armazenamento equivalente dos reservatórios estimados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para o final de abril são 40,5% no Sudeste/Centro-Oeste, de 41,7% no Sul, de 21,1% no Nordeste e 65,2% no Norte. No fim do mês passado, a Energia Armazenada atingiu de 41,5% no SE/CO, 43,5% no Sul, 21,7% no Nordeste e 63,8% no Norte do país.

 Em março, as afluências ficaram abaixo da média em todas as regiões, e a Energia Natural Afluente bruta, atingiu 68% no Sudeste/Centro-Oeste, 85% no Sul, 23% no Nordeste e 84% no Norte.