A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica já solicitou uma reunião com o grupo Bolognesi para avaliar como está a implantação dos projetos da empresa vendidos em leilão A-5. José Jurhosa, diretor da Aneel, contou que a reunião deve ocorrer até o final deste mês ou início do mês que vem para que a situação seja analisada.
"O prazo [para entrega dos projetos] ainda é 2019, então ainda tem um prazo. A gente está acompanhando de perto, estamos preocupados com a questão porque tem a ver com o combustível. Estamos acompanhando de perto como é que estão essas negociações deles no que diz respeito ao fornecimento firme para isso", disse Jurhosa, que participou do VIII Encontro do Conselho de Consumidores da Região Sudeste, que aconteceu nesta sexta-feira, 18 de março.
Segundo ele, não é possível conceder uma postergação do cronograma. O que a empresa pode fazer, segundo o diretor, é negociar com as distribuidoras que compraram a energia para tentar postergar a entrega da energia. "Se a parte estiver sobrecontratada, eles podem acordar e se o valor dele for mais alto do que o mix da distrubuidora, aí ela pode prescindir dessa energia. Se as empresas não aceitarem, ele vai ter que comprar lastro ou colocar a planta na data prevista", declarou.
O diretor comentou ainda sobre os casos da Bioenergy e da Bertin. A Bioenergy negociou energia eólica mas não conseguiu colocar os parques de pé. Segundo Jurhosa, esse é um caso em que a diretoria já decidiu pela caducidade da concessão. "Está em fase de recursos e muito dificilmente será revertido", comentou.
Já o caso da Bertin, está em fase final de análise. A companhia também não entregou as térmicas prometidas. "Acho que nas próximas semanas devemos colocar em pauta uma solução definitiva da diretoria da Aneel", disse.