O Cultivando Água Boa (CAB), premiado programa socioambiental da Itaipu Binacional, servirá como modelo para recuperar as águas do rio Doce, afetado pelo rompimento da barragem da mineradora Samacro, em Mariana (MG). O anúncio foi feito pelo presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, na abertura da 13ª edição do CAB, na última quinta-feira, 17 de março, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A informação consta publicada no Diário Oficial de Minas Gerais, de 15 de janeiro. Entre as ações previstas estão a recuperação de afluentes, a ampliação de áreas de vegetação nativa e de áreas degradadas. “Não temos melhor tecnologia social para a recuperação do rio Doce do que a do CAB”, afirmou Andreu.
 
Segundo informações do Diário Oficial, entre 2016 e 2019, serão destinados R$ 6,5 milhões para o programa de recuperação do rio. Outros R$ 3,6 milhões serão destinados para a gestão e segurança de barragens de rejeitos e resíduos. Os recursos virão do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais. O CAB também servirá de modelo para a recuperação dos afluentes do reservatório do Cantareira, em São Paulo.
 
Abreu contou que a operação da hidrelétrica Candongas está bastante comprometida por conta da quantidade de sedimentos que ficaram na barragem após o desastre de Mariana. “Candongas vai necessitar de uma avaliação muito mais criteriosa porque foi a usina cujo reservatório sofreu as maiores consequências do desastre de Mariana.”  A UHE Mascarenhas e Baguari já voltaram a operar. “É um retorno precário, mas há um processo gradativo de retomada da produção hidrelétrica no rio Doce.” Ele adiantou que a UHE Aimorés também pode retomar a operação em breve.
 
*O repórter viajou a convite da Itaipu Binacional