Revisão de projeções para o Nordeste aponta reservatórios a 5,3% ao final do mês

Expectativa de energia natural afluente de novembro piora e cai de 29% para 25% da média histórica

A primeira revisão semana que o Operador Nacional do Sistema Elétrico divulgou para o mês corrente se mostra negativa para o submercado Nordeste. A perspectiva de ENA que era de 29% piorou ainda mais e a nova projeção aponta para uma vazão de apenas um quarto da média de longo termo em 85 anos. Com isso, a situação que era crítica para o armazenamento dos reservatórios da região, piorou agora. O ONS espera que ao final de novembro a região tenha apenas 5,3% de sua capacidade ocupada, queda de 0,6 ponto porcentual comparada à previsão da semana passada.

Nas demais regiões a previsão apresentou uma variação leve em comparação com a primeira versão do Programa Mensal de Operação. Enquanto, as previsões de vazões no Sul recuaram de 168% para 159% da MLT, no Sudeste/Centro-Oeste houve um aumento de 92% para 96% da média de longo termo e no Norte aumentou de 63% para 67% da média histórica.
Seguindo essa tendência, a perspectiva de armazenamento traçou o mesmo caminho nas regiões. Para o sul recuou de 96,6% para 96,3% no SE/CO aumentou para 27,7% ante estimativa na semana passada de 27,2% e no Norte a expectativa é de alcançar 23,9% ante os 22,8% indicados para o final desse período.
Já a indicação de carga para o encerramento de novembro apresentou uma redução mais forte, passou de uma estimativa de 0,9% de queda para 2,5% a menos de demanda em comparação a novembro do ano passado com 64.782 MW médios. O SE/CO e o Sul são os maiores responsáveis pelo indicado já que se espera quedas de 3,1% e de 8,1%, respectivamente. No NE continua a tendência de elevação da carga, em 1,4% ante 1,1% esperados na semana passada. Enquanto isso no Norte há uma projeção de crescimento menos acelerado em comparação à semana anterior, passando de 8,5% para 6,1%.
O custo marginal de operação apresentou uma modificação de padrão com os valores médios do Norte equalizados com o do SE/CO em R$ 190,84/MWh, resultado dos patamares de carga pesada e média estabelecidos em R$ 198/MWh e a leve em R$ 178,28/MWh. No Sul houve uma leve alta no valor médio que está em R$ 175,49/MWh em função da carga leve que está em R$ 136,01/MWh já que a pesada e a média também estão em R$ 198/MWh. No NE o valor médio do CMO é de R$ 225,49/MWh com os patamares de carga pesada e média cotados em R$ 252,40/MWh e a leve em R$ 178,28/MWh.
A geração térmica para a semana está programada em 15.659 MW médios, sendo que 8.956 MW médios por ordem de mérito, 6.255 MW médios por garantia energética, 330 MW médios por inflexibilidade e 118 MW médios por restrição elétrica. De acordo com a previsão climática para a semana devem continuar ocorrendo pancadas de chuva nas bacias dos subssistemas Sul e SE/CO e no Tocantins.

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