Adiamento do leilão de UHEs não sinaliza dificuldades, diz MME

Governo ainda espera receber parcela de recursos referente as outogas neste ano

O novo adiamento do leilão de UHEs existentes para 25 de novembro não sinaliza nenhuma dificuldade ou mudança de rota, segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura. Segundo ele, o leilão é um produto bom porque as usinas estão concluídas, em operação e em condições muito favoráveis no que diz respeito à manutenção.

"Esse fato de ter adiado alguns dias não muda nada. Não é uma sinalização de dificuldades", declarou Altino, que participou do lançamento do Brasil Solar Power, que aconteceu nesta quarta-feira, 28 de outubro, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o governo ainda pretende receber a parcela de recursos referente a outorga das usinas, que somam R$ 17 bilhões, ainda neste ano.
 
Questionado quanto a participação de investidores externos na licitação, Altino disse apenas que o setor elétrico brasileiro desperta interesse dos investidores. "Nós temos tido vários investimentos externos em geração e transmissão e, evidentemente, esse produto, que é bom, também desperta o interesse de investidores estrangeiros", conclui.
 
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, avaliou que o adiamento dá mais tempo para os bancos estruturarem um financiamento. Nesta semana, o Banco do Brasil anunciou que pretende financiar o leilão junto com um pool de bancos.