Eletrosul ainda sofre por queda de aerogeradores

Aneel suspendeu operação comercial de 54 MW do complexo Cerro Chato, que estão sem operar devido ao temporal e por falência da Impsa

A queda de oito aerogeradores no complexo eólico de Cerro Chato (RS), ocorrida em dezembro do ano passado após um intenso temporal, ainda traz consequências para a Eletrosul. Na última segunda-feira, 5 de outubro, a Agência Nacional de Energia Elétrica suspendeu a operação comercial das EOLs Cerro Chato IV, V e VI e da EOL Cerro dos Trindade, totalizando 54 MW de potência. Segundo a Aneel, suspensão é em caráter temporário e vai valer até que a condição operativa das eólicas seja restabelecida. O complexo é de propriedade da Livramento Holding, que tem na sua composição a estatal gaúcha, o FIP Rio Bravo Energia I e a Fundação Elos. O Complexo Eólico Cerro Chato possui no total 108 aerogeradores, totalizando uma capacidade instalada de 216 MW. Cada aerogerador possui 2 MW de capacidade instalada.
 
De acordo com a Aneel, essas eólicas estão fora de operação desde meados de maio deste ano, devido ao temporal e também pela rescisão do contrato de operação e manutenção dos parques, motivado em face a falência da Impsa, a fabricante dos equipamentos. Nove meses depois do ocorrido, a Eletrosul ainda não deu publicidade sobre as investigações da queda das torres. À época, a queda das torres surpreendeu o setor. Os aerogeradores afetados pelo vendaval possuíam 136 metros de altura e pesavam aproximadamente 600 toneladas. Procurada, a Eletrosul disse que a Livramento Energia decidiu não vai se pronunciar sobre a suspensão da operação comercial das eólicas.