Carga do SIN em agosto tem queda de 3,4%, segundo ONS

Na comparação com julho deste ano, valor subiu 1,5%

A carga de energia no Sistema Interligado Nacional em agosto teve redução de 3,4% na comparação com agosto de 2014, ficando em 61.041 MW médios. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico, houve aumento na carga de 1,6% em relação a julho deste ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a carga no SIN teve queda de 0,1%. Mesmos com altas temperaturas nos subsistemas Sudeste/ Centro-Oeste e Sul, o baixo desempenho da indústria e a redução no nível de atividade no comércio e no setor de serviços impactaram ao resultado negativo. O aumento nas tarifas vindo pelos reajustes e pela adoção das bandeiras tarifárias também influenciaram no resultado.

No subsistema Sudeste/ Centro-Oeste, a carga de 35.539 MW médios caiu 4,8% na comparação com agosto de 2014. No enfrentamento com julho deste ano, a carga subiu 2,1%. No acumulado dos últimos doze meses, a redução chegou a 1,5%. O desempenho da indústria explica o resultado da região, que contribui com 60% da carga do SIN.

Na região Nordeste, a carga registrada em agosto é de 9.895 MW médios, subindo 1% em relação ao valor de agosto do ano passado. Na comparação com o mês anterior, houve crescimento de 1,5% e no acumulado dos 12 meses, o aumento é de 4,2%. Nessa região, a conjuntura econômica e o aumento das tarifas não tem impactado menos no resultado da carga.

No Sul, a carga de 10.299 MW médios refletiu a expressiva queda de 5,1% em relação a agosto de 2014. Na comparação com julho de 2015, o recuo é de 1,4%. Já no acumulado dos 12 meses, houve aumento de 1,5%. O resultado negativo também é justificado pelo cenário econômico e pela alta nas tarifas.

O subsistema Norte, com carga de 5.308 MW mês, apresentou o maior aumento, de 2,5% em relação a agosto do ano passado. Na comparação com julho deste ano, o crescimento chegou a 4,1%, mas no acumulado em 12 meses há queda de 1%. A carga dos consumidores industriais eletrointensivos da região conectados à Rede Básica, tem ficado nos mesmos níveis desde meados de 2014.