Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 31 de agosto apontam redução de 1,1% no consumo e de 1,2% na geração de energia elétrica no país, quando comparados com o mesmo mês de 2014. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.
 
A análise do desempenho da geração ao final de agosto indica que 59.624 MW médios de energia foram entregues ao Sistema Interligado Nacional. O destaque segue na produção das usinas eólicas com o registro de 3.269 MW médios, um aumento de 71,2% em relação ao mesmo mês de 2014. As usinas hidráulicas diminuíram em 1,2% a geração no mês com 39.868 MW médios. A representatividade da fonte, em relação a toda energia gerada no país, foi de 66,8%, índice similar ao registrado no ano passado, de 66,9%.
 
O consumo somou 57.856 MW médios com redução tanto no mercado cativo, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, quanto no Ambiente de Contratação Livre, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores. No cativo registrou 43.572 MW médios, uma pequena retração de 0,3%. Já entre os agentes livres, o consumo foi de 14.284 MW médios, ou seja, 3,3% inferior ao mesmo período de 2014.

Na indústria, os segmentos que adquirem energia no Ambiente de Contratação Livre, apenas os ramos de extração de minerais metálicos, com 4,8%; de telecomunicações, com 3,4%; comércio, com aumento de 3,1% e madeira, papel e celulose; com crescimento de 1%, aumentaram o consumo no período. Os setores de veículos, com queda de 16%, têxtil, com redução de 13,6% e de saneamento, com recuo de 11,1%, registraram as maiores quedas.

A análise dos dados de agentes autoprodutores, ou seja, empresas que investem em usinas próprias devido à grande demanda por eletricidade, aponta aumento de 17,9% na geração e mínima queda de 0,2% no consumo em agosto. Os setores de madeira, papel e celulose, com subida de 36,2% e  minerais não-metálicos, com aumento de 13%, ampliaram o consumo, contribuindo com o índice positivo na comparação ao mesmo período do ano passado. As empresas que atuam nos ramos de metalurgia e produtos de metal cairam 12,9% e transporte, com queda de 12,2% registraram as retrações mais significativas.
 
O InfoMercado semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, na quinta semana de agosto, o equivalente a 79,9% de suas garantias físicas, ou 36.642 MW médios em energia elétrica.