Copel e Cemig buscam alternativas de financiamento junto ao BNDES

Empresas trabalham no sentido de excetuar aportes da dívida pública para companhias do setor energético e evitar atrasos em obras de expansão

A Copel e Cemig estão em conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para encontrar instrumentos alternativos para financiamento em projetos de infraestrutura. As conversas estão no início mas visam oferecer a mesma condição que o banco de fomento já oferta ao mercado a empresas estatais que tem que enfrentar o contingenciamento de investimentos por conta da resolução 2728 do Conselho Monetário Nacional e que restringe os financiamentos que entram como dívida pública.

De acordo com o diretor Financeiro e Relações com Investidores da Copel, Luiz Eduardo Sebastiani, a proposta está em construção entre as partes. E essa alternativa é vista como importante para que as companhias possam ter acesso a recursos de forma mais acelerada do que ocorre atualmente.
“É importante ter essa alternativa porque boa parte desses aportes são feitos após leilões de energia que levam em consideração o financiamento do BNDES e a sua ausência ou demora influencia diretamente no retorno desses projetos já que para tocar as obras as empresas utilizam seus recursos próprios”, explicou o executivo a jornalistas após a reunião da empresa com analistas e investidores promovida pela Apimec-SP.
O BNDES tem sido aberto a essa perspectiva de retomada dos financiamentos da forma que foi previamente definido, agora em formato de uma nova modelagem que precisa ser construído. A reunião buscará avançar nos termos de achar esse novo instrumento para sair do contingenciamento do CMN. A relação não seria submetida ao CMN e a dívida pública, contudo há uma outra frente de trabalho coma Cemig uma outra forma de liberar esse contingenciamento que atualmente existe, pois se há esse fator o BNDES acaba postergando a análise dos projetos submetidos.
Sebastiani diz que essa demanda de excetuar o endividamento das empresas se dá junto ao Ministério da Fazenda. Até porque, afirmou ele, há o desafio colocado de se evitar atrasos de obras que decorrem da falta de recursos a um custo competitivo para os aportes. "A demanda que existe hoje não é demanda das empresas é do setor e do MME para abrir o fluxo de financiamentos importante para essas empresas”, declarou ele.
Essa necessidade de financiamento, contou Sebastiani, tem a participação do ministro de Minas e Energia que tem feito pleitos oficiais no sentido de revisar a resolução do CMN e abrir uma janela de oportunidade de investimentos, já que o setor elétrico precisa expandir a sua capacidade instalada e reduzir os atrasos que afetam as obras no país.