Eletrobras admite perda de R$ 1 bilhão em Angra 3 até junho de 2015

Teste de impairment reconhece perda do capital aplicado na usina nuclear

A Eletrobras reconheceu perdas de mais de R$ 1 bilhão em Angra 3, empreendimento de geração de energia nuclear em construção no Rio de Janeiro. A informação consta na parte final balanço financeiro da companhia, divulgado na última sexta-feira, 14 de agosto.

"Em relação ao empreendimento Angra 3, cuja construção está em andamento, […] a companhia reconhece uma perda por redução ao valor recuperável (impairment), até 30 de junho de 2015", de R$ 1.090.343.000,00. O teste de impairment consiste basicamente em avaliar as perdas de valor do capital aplicado. Trata-se do reconhecimento de que houve redução no valor do ativo a ser considerado nas demonstrações contábeis das empresas.

O projeto de Angra 3 está atrasado em mais de 32 meses. O cronograma inicial apontava para o início da operação em 2016, porém um novo calendário estima que a usina só estará gerando energia ao final de 2018. Segundo a Eletrobras, cada mês de atraso representa um prejuízo de R$ 156 milhões. O projeto de Angra 3 é um dos alvos da Operação Lava Jato, que investiga a existência de um suposto esquema de corrupção envolvendo empresas do setor de infraestrutura. No centro das investigações, estão contratos firmados entre a Petrobras, Eletronuclear (subsidiária da Eletrobras) e construtoras.