Plano diretor 2015-2019 da Eletrobras sinaliza investimentos de R$ 50,3 bilhões

Expansão do parque de usinas e LTs vai ficar com R$ 34,8 bilhões do total

A Eletrobras informou na última sexta-feira, 31 de julho, que aprovou o Plano Diretor de Negócios e Gestão da Eletrobras para o período de 2015 a 2019. De acordo com a empresa, o PDNG 2015-2019 espera investimentos da ordem de R$ 50,3 bilhões, uma redução de 17,3% em relação ao quinquênio 2014-2018. Do total, cerca de R$ 34,8 bilhões ou 69,2% estão previstos para a expansão do parque de usinas e linhas de transmissão, e R$ 2,5 bilhões, o mesmo que 5%, para a expansão na distribuição de energia. Para a modernização e manutenção dos ativos de geração, transmissão e distribuição serão investidos R$ 11,3 bilhões, dos quais 85,8% são para geração e transmissão.

O plano apresenta o diagnóstico empresarial atual e para o período definido, além do posicionamento estratégico da empresa com as metas e a carteira dos principais projetos a serem executados para o alcance dos resultados, de acordo com as diretrizes estabelecidas. Segundo a Eletrobras, em 2014 os investimentos totais realizados na expansão, operação e manutenção dos ativos de geração, transmissão e distribuição alcançaram um valor aproximado de R$11,4 bilhões, cerca de 78,2% do valor previsto para o exercício.

O plano coloca como diretrizes o Desempenho Econômico Financeiro Superior, com o aprimoramento da gestão dos empreendimentos e a adequação da estrutura financeira ao novo modelo de gestão empresarial do Sistema Eletrobras; a Expansão Sustentável, com a Manutenção da liderança da Eletrobras no país e uma atuação mais expressiva no exterior. Outras diretrizes são a Eficiência Operacional, que objetiva o desenvolvimento de planos de revitalização e eficientização de ativos para atendimento aos parâmetros regulatórios; a Excelência em Pessoas e Cultura da Excelência, com o aperfeiçoamento da Gestão de Pessoas e a Readequação do Modelo de Negócios, Governança e Gestão, que envolve as mudanças no Grupo frente ao novo contexto regulatório no setor. Isso envolve temas como a revisão da lógica societária, a estrutura organizacional da holding e das empresas Eletrobras e a gestão sustentável dos recursos financeiros.