CCEE: queda de 3,6% no consumo na primeira quinzena de julho

Câmara aponta que geração teve recuo de 2,4% no período

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 14 de julho apontam redução de 3,6% no consumo e de 2,4% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo mês de 2014. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.
 
A análise do desempenho da geração mostra a entrega de 58.290 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional com destaque para o crescimento da produção das usinas eólicas. Com 2.361 MW médios, esta fonte teve o incremento de 46% na produção em relação a julho de 2014. Já as usinas hidráulicas registraram queda de 6,6% e produziram 38.811 MW médios no mês. A representatividade da fonte em relação a toda energia gerada no país foi de 66,6%, índice 3 pontos percentuais inferior ao registrado em 2014.
 
O consumo de energia elétrica somou 55.621 MW médios, com redução tanto no mercado cativo, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, quanto no Ambiente de Contratação Livre, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores. O consumo cativo registrou 41.939 MW médios, uma redução de 2,4%, enquanto a queda entre os agentes livres foi de 7,2%, com 13.683 MW médios consumidos.
 
Na análise do consumo pelos segmentos industriais que adquirem energia no Ambiente de Contratação Livre, os setores de telecomunicações, com aumento de 5,7% e extração de minerais metálicos, com subida de 1,2% foram os únicos que tiveram aumento do consumo no período. Os demais ramos da indústria registraram queda, com maior redução nos segmentos de bebidas, que recuou 19,7%, veículos, com queda de 16,6%, saneamento, com redução 14,4% e manufaturados diversos, com queda de 11,5%. Já entre os agentes autoprodutores, ou seja, empresas que investem em usinas próprias, devido à grande demanda por eletricidade, houve aumento de 1,4% na geração e queda de 3,5% no consumo. Apesar da redução, empresas autoprodutoras que atuam nos segmentos de manufaturados diversos (+12,3%), extração de minerais metálicos (+5,9%), minerais não metálicos (+5,8%) e serviços (+4,5%) tiveram ampliação do consumo em relação ao mesmo período do ano passado.