Venda de participação na Renova não afetará ratings da Light, avalia Fitch

Operação deve representar uma entrada de caixa de aproximadamente R$ 730 milhões no caixa da concessionária carioca

A venda da participação na Renova não afetará os ratings da Light caso a operação se concretiza nos termos previstos, avaliou a Fitch. Para a agência de classificação de risco, a potencial operação é considerada "neutra" e por isso não afetará os ratings da Light. "A potencial entrada de caixa com a venda de participação na Renova teria impacto limitado nos indicadores de crédito consolidados do grupo Light. Nos termos propostos, a alavancagem consolidada da Light se reduziria em 0,5 vez, para aproximadamente 3,3 vezes, de 3,8 vezes, permanecendo em linha com os ratings atuais", publicou a Fitch nesta terça-feira, 7 de julho.

Se a transação for concluída conforme os termos previstos, a compradora, SunEdison adquirirá as ações da Renova por US$ 250 milhões, a serem pagos à Light Energia, por meio de ações da SunEdison, as quais podem ser negociadas na bolsa de valores de Nova York. As ações a serem negociadas representam 15,87% do capital social total da Renova e não eram consolidadas nos resultados da Light Energia.

Considerando a mesma cotação do dólar, caso a Light Energia monetize as ações recebidas pela SunEdison, o valor correspondente às ações a serem vendidas representa uma entrada de caixa de aproximadamente R$ 730 milhões, o que praticamente dobraria a posição de caixa consolidada do grupo de R$ 811 milhões ao final de março de 2015. Em 31 de março de 2015, a dívida bruta consolidada da Light era de R$ 7,3 bilhões, com R$ 1 bilhão vencendo nos 12 meses subsequentes.

As ações da Renova envolvidas na operação foram adquiridas pela Light Energia em agosto de 2011 por R$ 360 milhões. A transação é aderente aos objetivos estratégicos da Light de fortalecer a posição de liquidez consolidada do grupo e desenvolver outros projetos do portfólio da Light Energia. O acordo está sujeito a aprovações regulatórias e a condições precedentes. O fechamento da operação está previsto para os próximos meses, provavelmente ainda em 2015.