Situação da WPE não deve afetar cronograma de Colíder, diz Copel

Empresa paranaense também garante que custos com equipamentos não vão aumentar

As dificuldades financeiras que a fornecedora de equipamentos WPE, ligada a argentina Impsa, vem enfrentando não deve trazer nenhum tipo de risco para a UHE Colíder, em obras no Mato Grosso e de propriedade da Copel. Em conferência com investidores nesta sexta-feira, 15 de maio, o presidente da Copel GT, Sergio Lamy, negou que vá haver algum tipo de novo atraso no cronograma por conta disso ou ainda aumento dos custos da usina.

De acordo com Lamy, o consórcio construtor da usina agiu fazendo um diagnóstico dos serviços terceirizados pela WPE e atuou diretamente com os fornecedores para fazer essa gestão. "Isso hoje está controlado", explicou. A empresa ainda não encerrou as negociações sobre o contrato de abastecimento da térmica Araucária 2, que poderá ser inscrita nos próximos leilões. Existe a possibilidade da Petrobras abastecê-la via o gasoduto Gasbol ou um terminal de gás GNL no litoral do estado.

A usina de Araucária deve ter uma situação bastante estável ao longo do ano, embora vá ocorrer uma redução no Custo Variável Unitário no meio do ano. Ele acredita que o impacto poderá ser de até 15%. Quanto a possível aquisição de outras distribuidoras, a empresa prefere se voltar para sua própria distribuidora e aguarda atenta as regras da renovação das concessões na distribuição.