Inflação desacelera com energia pressionando menos o IPCA em abril

Indicador apresentou variação de 0,71% e ficou 0,61 p.p. abaixo da taxa de março de 1,32%

Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo apresentou variação de 0,71% e ficou 0,61 ponto percentual abaixo da taxa de março (1,32%). O IPCA mostrou que os preços subiram, em média, menos do que em março, levando-se em conta, principalmente, a energia elétrica. Este item, de grande importância no orçamento das famílias, teve variação de 1,31% em abril, mais moderada em comparação ao expressivo aumento de 22,08% apropriado no mês anterior, quando refletiu a revisão das tarifas.

Dessa forma, o grupo Habitação, onde se encontra o item energia, teve variação de 0,93%. Nele, sobressaíram, ainda, os seguintes itens: gás de botijão (1,05%); condomínio (0,85%); mão de obra para pequenos reparos (0,73%); aluguel residencial (0,72%); artigos de limpeza (0,64%); taxa de água e esgoto (0,61%). Com os aumentos ocorridos, o consumidor está pagando neste ano, em média, 38,12% a mais pelo uso da energia, enquanto nos últimos doze meses as contas estão 59,93% mais caras.

No acumulado do ano, o IPCA está em 4,56%, sendo a maior taxa para o primeiro quadrimestre desde 2003 (6,15%). Em igual período do ano anterior, a taxa era 2,86%. O índice acumulado nos últimos doze meses (8,17%) foi um pouco maior do que nos doze meses imediatamente anteriores (8,13%). Em abril de 2014, a taxa havia ficado em 0,67%.