A Prumo Logística informou, por meio de Fato Relevante na manhã desta sexta-feira (16), que fechou acordo com o Grupo Bolognesi e ficou com a UTE Novo Tempo, usina viabilizada no leilão de energia nova A-5 de 2014. A central de 1.238 MW de capacidade instalada será transferida do estado de Pernambuco, onde seria originalmente construída no Porto de Suape, para o Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, nordeste do estado do Rio de Janeiro e que é administrado pela companhia. O valor do acordo não foi divulgado e ainda está sujeito a condições precedentes. Nesse acordo está prevista ainda a transferência dos 37 CCEARs celebrados na ocasião do certame.
A Prumo é uma empresa que controlada pelo EIG Global Energy, um fundo americano que atua nos setores de energia e infraestrutura. A relação entre a Prumo e a Bolognesi já data de anos atrás quando tentaram viabilizar uma térmica no porto fluminense, mas ainda em 2015 ambas as partes desistiram do acordo que viabilizaria o hub de gás nesse ponto da costa. Com a celebração desse acordo, a Prumo confirma no documento publicado na Comissão de Valores Mobiliários que a transferência da UTE para a sua subsidiária Gás Natural Açu (GNA) viabilizará a primeira usina termelétrica no Porto do Açu, “além de fazer parte do desenvolvimento do Açu Gas Hub (…) que pretende oferecer uma solução logística eficiente para a comercialização e consumo de gás natural e seus produtos.”
A Bolognesi entrou com um pedido de extensão do prazo de entrada da geração dessa usina junto à Aneel que teve a data de operação postergada em dois anos, a previsão atual é de janeiro de 2021 com a sua capacidade total. Na solicitação, a controladora da usina elencou a demora na assinatura dos CCEARs, a não obtenção da Licença Ambiental de Instalação e o descompasso entre as fases dos contratos de prestação de serviços e fornecimento de equipamentos com o cronograma previsto, como os motivo para o atraso nas obras. A usina deveria entrar em operação originalmente em 2019.
Em comunicado no início do mês a Prumo havia informado apenas que as negociações estavam em estágio preliminar e não vinculantes e que dez dias atrás ainda não havia visibilidade sobre a concretização do negócio.