Demanda em área de concessão da EDP recua 0,3% no primeiro semestre

Desempenho foi de queda no mercado cativo e crescimento do consumo no mercado livre nas duas distribuidoras da companhia

A EDP informou que a demanda no segundo trimestre do ano para o mercado cativo ficou 10,7% menor do que o apurado no mesmo período do ano passado. Nessa mesma base, o trânsito de energia pela rede da empresa para o abastecimento do mercado livre apresentou crescimento de 17,2%. O volume total de energia fornecida pelas distribuidoras, incluindo o montante que se destina ao mercado livre, apresentou queda de 0,8% entre abril e junho, passou de 6,173 para 6,123 GWh. Já no acumulado do primeiro semestre os números as vendas ao mercado cativo recuaram 10,1% enquanto a demanda no mercado livre aumentou 18,6%. No final dos seis primeiros meses do ano houve uma leve queda no mercado de distribuição da EDP de 0,3%, passando de 12,4 para 12,4 GWh. Nesse mesmo período o número de clientes aumentou 2% quando comparado ao fechamento do semestre de 2016.

No caso das vendas das distribuidoras da empresa, a EDP Espírito Santo (ex-Escelsa) e a EDP São Paulo (ex-Bandeirante), a tendência foi a mesma em termos de crescimento de mercado. Enquanto o ACR apresentou quedas expressivasa o ACL cresceu ante o mesmo período do ano passado.  No caso da primeira os indicadores foram de 10,2% e 14,2% na base trimestral e de 8,8% e 14,5% no semestral. Já na concessionária que atua no estado de São Paulo os índices apurados ficaram em 11% e 19% no trimestre e em 11% e 20,6%, respectivamente.

No acumulado do ano das duas distribuidoras, a demanda na classe residencial apresentou estabilidade com pouco mais de 3 GWh, a comercial recuou 14,4%, para 1,6 GWh e a industrial no ACR reduziu a demanda em 32,7%, para pouco mais de 1 GWh. Por outro lado o consumo de clientes livres avançou 18,4%, para 4,9 GWh.  O volume de energia vendida pela empresa nos três meses encerrados em junho de 2017 alcançou 3.371 GWh uma redução de 2,4% em relação aos 3.453 GWh de 2016. No acumulado do ano, o volume total é de 6.818 GWh, uma redução de 2,7%.

O volume de energia vendida das usinas hídricas conforme critério de consolidação no trimestre foi de 1.668 GWh, uma queda de 7,8% em relação ao mesmo período de 2016. A EDP explicou em comunicado que esse é o reflexo do menor volume de energia contratada de Enerpeixe e Energest e da diferença de estratégia de sazonalização adotada. No acumulado do ano, o volume reduziu 10% atingindo 3.407 GWh. Já na fonte térmica, o volume de energia vendida da UTE Pecém I ficou em 1.343 GWh se manteve estável em relação ao 2T16. No acumulado do ano, o volume atingiu 2.672 GWh, redução de 0,5%, quando comparado com oo acumulado do ano passado.

Em 2017 a EDP apresenta porcentual de energia descontratada para fins de hedge em 9% ou 96 MW médios, sendo que, em 2016, esse mesmo indicador era de 5% ou 51 MW médios. Já os ativos não consolidados apresentaram volume de energia vendida de 360 GWh (223 GWh na UHE Jari e 137 GWh na UHE Cachoeira Caldeirão), aumento de 20% decorrente da entrada em operação da UHE Cachoeira Caldeirão no segundo semestre do ano passado. No acumulado do ano, o volume de energia vendida foi de 738 GWh, aumento de 38,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O GSF médio do trimestre foi de 84,4%, exposição de 295 GWh ao PLD médio de R$ 302,55/MWh, base Submercado SE/CO. No acumulado do ano o déficit de geração hídrica ficou em  97,4%, levando a uma exposição de 128 GWh ao PLD médio de R$ 228,96/MWh no mesmo submercado.

Já no campo da comercialização houve crescimento de 23,3% na base trimestral, para 3.818 GWh explicado pela maior volatilidade de preços observada no trimestre, que variou entre R$ 125/MWh e R$ 411/MWh no submercado SE/CO, associada a grande liquidez do mercado o que beneficiou operações de long e short. E ainda, a maior alocação de energia dos agentes para o segundo semestre deste ano,  gerando um aumento da demanda de energia de curto prazo para cumprimento dos contratos do primeiro semestre, bem como o aumento da venda de energia para os novos consumidores livres provenientes das migrações. No acumulado do ano, o total de energia comercializada foi de 6.949 GWh, 23% acima dos seis meses encerrados em junho de 2016.