A CPFL Energia continuará seus investimentos em transmissão e já avalia os lotes que a Agência Nacional de Energia Elétrica colocará em disputa. Contudo, a estratégia não passa por concorrer com a sua controladora, a State Grid, e sim no que chamou de investimento de nicho, aqueles ativos que estão próximos a sua rede de usinas ou de distribuição e que tragam sinergias para a empresa.
De acordo com o presidente da CPFL, André Dorf, essa estratégia já havia sido definida antes mesmo da aquisição dos chineses. A meta é a de disputar ativos de transmissão como a subestação Piracicaba, inaugurada em 2015 e a de Morro Agudo, que teve o descerramento de sua placa de abertura oficial nesta quinta-feira, 14 de setembro.
“Não queremos apenas expandir nosso portfólio de transmissão em busca de expansão ou olhando market share, as oportunidades são avaliadas dentro de critérios estabelecidos e que sejam interessantes e com sinergias com outros ativos nossos”, comentou Dorf após a inauguração da SE Morro Agudo, ativo onde foram investidos R$ 100 milhões no empreendimento e mais R$ 100 milhões em reforços e melhorias. “Nosso foco é de não entrar em projetos grandes e a State Grid, por sua vez não olha para essa transmissão de nicho”, acrescentou.
Agora a CPFL Energia não possui mais nenhuma obra de transmissão em andamento. Para o próximo certame, de dezembro, a empresa avalia os lotes que serão colocados em disputa. Contudo, Dorf não apontou nenhum em específico que pode ser do interesse da companhia.
Expansão – O executivo acredita que os leilões de expansão A-4 e A-6 deverão ser exitosos mas não arriscou um palpite. Em geral, a avaliação é de que há demanda para novos projetos de geração. A impressão é de que o A-6 realmente deverá atrair mais demanda por energia nova, mas os números que se fala no mercado apontam para uma amplitude muito grande de possibilidades.
“Ouvimos números diferentes no mercado que vão desde 1.500 MW a 9.000 MW. A gente não divulga nosso número de demanda, mas de qualquer forma algum volume nessa faixa representa um grande avanço para o setor elétrico”, apontou.
*O repórter viajou a convite da CPFL Energia