Itaipu torna-se parceira da ONU Mudanças Climáticas

Hidrelétrica é a única empresa latino-americana que irá expor soluções para o enfrentamento das variações climáticas dentro do pavilhão da ONU, durante a Conferência do Clima COP 23

A Itaipu Binacional anunciou sua participação como uma das instituições parceiras da Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (United Nations Climate Change Secretariat – UNFCCC, em inglês) na Conferência do Clima da ONU – COP 23 – em Bonn, Alemanha, de 6 a 17 de novembro. Durante o evento, que reunirá representantes de governos e chefes de estado de todo o mundo, serão discutidas estratégias de redução de emissões e de resiliência às mudanças climáticas, alinhadas com o Acordo de Paris.

O acordo, que foi adotado pelas nações presentes na COP 21 em 2015 e que entrou em vigor menos de um ano após, tem o objetivo de manter a elevação da temperatura global neste século abaixo de 2º C e, preferencialmente, não superior a 1,5º C.

Itaipu será a única empresa latino-americana na condição de parceira da UNFCCC na conferência. A parceria se deu em reconhecimen6to às diversas ações na empresa para a produção de energia limpa e renovável, segurança hídrica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável em sua área de influência.

Os projetos serão apresentados em detalhes no Pavilhão Momento para a Mudança, da UNFCCC, em Bonn. E, em parceria com o órgão da ONU, a binacional também irá promover dois seminários: “Nexo Água-Energia: Como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, no dia 10, “Dia da Energia” e “Serviços Ecossistêmicos e Biodiversidade”, no dia 12, “Dia da Água”.

A preocupação de Itaipu com o meio ambiente e a sustentabilidade é recorrente. Um dos cuidados da empresa foi a criação de áreas de conservação, compostas por refúgios e pela faixa de proteção do reservatório, que totalizam mais de 100 mil hectares. Hoje, a floresta protegida responde pelo sequestro de aproximadamente 730 mil toneladas de carbono por ano. Em 2017, a parte paraguaia das áreas protegidas foram integradas pela Unesco à rede mundial de reservas da biosfera. Ainda no campo da biodiversidade, Itaipu é responsável por programas de reprodução de espécies de animais ameaçadas, como a harpia (águia típica da América do Sul).

O reservatório da binacional se estende por aproximadamente 170 km lineares e armazena cerca de 29 bilhões de metros cúbicos de água. Além da geração de energia, o lago abastece municípios e é utilizado em atividades turísticas, agropecuárias e de produção de peixes.

Para dar suporte a esses usos múltiplos, a Itaipu desenvolve uma série ações no entorno, como a proteção de nascentes e cursos da água com matas ciliares, readequação de estradas rurais, conservação de solos agrícolas, promoção de técnicas agroecológicas, difusão de tecnologias para geração de energia a partir de dejetos da agropecuária, educação ambiental nas comunidades, entre outras estratégias. Entre as iniciativas da empresa, o Cultivando Água Boa foi reconhecido, em 2015, pela ONU-Água, como melhor prática de gestão de recursos hídricos.

A colaboração entre a ONU Mudanças Climáticas e a Itaipu faz parte de uma série de parcerias entre o órgão das Nações Unidas e stakeholders importantes, incluindo o setor privado, para apoiar a ação climática. Os parceiros são formalmente reconhecidos e recebem grande visibilidade por meio do site da UNFCCC e suas redes sociais, conferências e atividades com a imprensa, visando alcançar uma audiência global.

As parcerias para a COP 23 promovem o crescente envolvimento de stakeholders não diretamente associados à UNFCCC, como na Marrakesh Parthership for Global Climate Action (MPGCA), ou Parceria Marrakesh pela Ação Climática Global, em tradução livre.

A MPGCA foi lançada na COP 22 pela Conferência das Partes, convidando explicitamente os stakeholders não associados, incluindo setor privado, a participar da ação climática e do Acordo de Paris. Todos os atores da sociedade são fortemente encorajados a incrementar seus esforços e a apoiar ações para reduzir emissões, bem como construir resiliência e diminuir a vulnerabilidade a efeitos adversos da mudança climática.