BNDES disponibiliza data room de distribuidoras da Eletrobras que serão privatizadas

Ambiente vai fornecer informações para interessados no processo, que deve acontecer até abril de 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social abriu para consulta nesta quarta-feira, 22 de novembro, a sala de informações, espaço virtual com os dados sobre as seis distribuidoras da Eletrobras em processo de desestatização. Em cada uma das empresas, será também disponibilizada uma sala física para consulta de documentos e informações que não puderem ser disponibilizados no ambiente digital. O endereço para acesso ao data room virtual é www.bndes.gov.br/distribuidoras-eletrobras. O objetivo é subsidiar os potenciais investidores interessados nas empresas, localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país. Serão privatizadas as concessionárias Ceal (AL), Cepisa (PI), Ceron (RO), Eletroacre (AC), Boa Vista Energia (RR) e Amazonas Energia (AM).

A sala de informações permanecerá aberta até cinco dias úteis antes da realização do leilão, que está previsto para acontecer no primeiro quadrimestre de 2018 e é o ambiente no qual serão disponibilizados documentos, dados, informações, relatórios, acessos a sistemas e qualquer outro tipo de informações sobre as distribuidoras e o processo de desestatização. As diretrizes e detalhes para qualificação para entrada no processo estão descritas nos respectivos Manuais de Diligência, disponíveis para consulta nos sites da Eletrobras, das distribuidoras e do BNDES.

O processo de desestatização das seis distribuidoras da Eletrobras faz parte do Programa de Parceria e Investimentos do governo federal para reforçar a coordenação das políticas de investimentos em infraestrutura por meio de parcerias com o setor privado. O BNDES é o responsável pela execução e acompanhamento do processo de desestatização. O Ministério de Minas e Energia responde pela coordenação e monitoramento dos procedimentos e das etapas da desestatização. Já a diretoria de distribuição da Eletrobras apoia a interação com as distribuidoras. O BNDES liderou o trabalho executado pelo Consórcio Mais Energia B, formado pela PWC, Siglasul e Loeser e Portela Advogados Associados e pela Ceres Inteligência Financeira, que consistiu na avaliação financeira das empresas e na concepção do modelo de desestatização.