O conselho de administração da Ampla Energia e Serviços aprovou a proposta da administração da companhia para aumentar em R$ 1,2 bilhão o seu capital social, que passaria  ser de R$ 2,4 bilhões. A capitalização se dará por meio da emissão de 68.571.429 novas ações ordinárias, ao preço de subscrição de R$ 17,50 por papel, a ser integralizado mediante a capitalização de créditos detidos pelo acionista controlador, a Enel, contra a companhia.
Segundo comunicado publicado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o aumento de capital proposto visa o fortalecimento da estrutura de capital da companhia com a melhoria do índice de alavancagem financeira, redução das despesas financeiras com dívidas e consequente melhoria do resultado da companhia, redução do risco de não cumprimento de obrigações contratuais oriundas dos contratos de dívidas financeiras e melhoria do perfil de endividamento.
Os recursos do aumento de capital proposto são oriundos de mútuos financeiros intercompanhia concedidos à Ampla pelo controlador Enel Brasil desde 2015, os quais foram destinados a reforço de capital de giro e financiamento de investimentos da Companhia. A capitalização dos mútuos visa a uma melhor adequação da estrutura de capital da companhia. Por isso, as novas ações a serem emitidas serão integralmente subscritas e integralizadas pela acionista Enel Brasil.
A proposta será analisada na próxima Assembleia Geral Extraordinária que foi convocada para o dia 20 de dezembro. Nessa oportunidade os acionistas avaliarão ainda a proposta da administração para alteração do artigo 22 do Estatuto Social e exclusão do seu parágrafo único, transferindo da Assembleia Geral para o Conselho de Administração a competência para autorizar a emissão de debêntures pela companhia, nas hipóteses permitidas no artigo 59 da Lei 6.404/76, de modo a compatibilizar a redação do art. 22 com a do artigo 14, parágrafo 1º, inciso XIX.