A RGE empreendeu ao longo de 2017 77.392 inspeções em sua rede de distribuição, no intuito de detectar adulterações e conexões clandestinas, os populares gatos. Deste total, 18.356 identificaram algum tipo de problema, correspondendo a 23,7% do total.
O objetivo principal das incursões contínuas em todas as distribuidoras do Grupo CPFL Energia é evitar acidentes da população com as ligações precárias e que não observam os padrões e normas técnicas. Esse tipo de prática, além de crime no Código Penal, compromete todo o sistema de abastecimento das cidades, uma vez que pode ocasionar falhas e sobrecargas na rede.
De acordo com o gerente de Serviços de Recuperação de Energia da RGE, Alexsandro da Silva Souza, em 2017 foram intensificadas as ações conjuntas com as delegacias especializadas da Polícia Civil gaúcha. Todos os dias, em média, 50 clientes foram flagrados e autuados em flagrante pela Polícia pelo furto de energia elétrica na área de concessão da RGE. Mesmo que as ações policiais tenham foco principal os clientes comerciais e empresariais, as operações da distribuidora também abrangem os clientes residenciais, que integram a maior parcela dos clientes ativos.
Alexsandro explica que nas inspeções nas unidades consumidoras, quando há o flagrante de irregularidades, são feitos os cálculos da quantidade de energia furtada e o consumo que não passou pela medição é cobrado. “Além disso, as ações da gerência incluem o desligamento de ligações em invasões e áreas não regulamentadas pelo poder público. O modelo utilizado atualmente é tão eficiente que é uma questão de tempo para identificar quem frauda ou furta energia elétrica“, explicou Souza.
Para identificar as fraudes, além das inspeções de campo, os profissionais trabalham com o cruzamento de dados de consumo e inteligência artificial, que permitem identificar com mais precisão possíveis fraudes. As operações para erradicar a prática do furto de energia são fundamentais para evitar curtos-circuitos que afetam a rede e que, em muitos casos, podem provocar o desligamento e a queima de equipamentos e eletrodomésticos de toda uma vizinhança.
Segundo o Engenheiro de Segurança do Trabalho Líder da RGE, Mauro Thompsen Passos, ao fazer uma ligação irregular, o morador coloca em risco a segurança da sua residência e de seus vizinhos, uma vez que as procedimentos na rede são feitos por profissionais treinados e dentro dos padrões e normas técnicas determinadas pelo órgão regulador. “A ligação clandestina é extremamente prejudicial porque a energia está saindo da rede e chegando até a residência ou comércio de maneira insegura, sem os cabos e medidores corretos. As chances de curtos-circuitos são grandes”, afirmou Passos.
As ligações fraudulentas também são responsáveis pela sobrecarga da rede de energia elétrica que deixa o sistema de distribuição mais suscetível à interrupção. A regularização destes consumidores não apenas traz cidadania para essa parcela da população, como também beneficia todos os clientes com um serviço de melhor qualidade.
Diante desta realidade, o Grupo CPFL criou a campanha “Chega de Choque”, uma iniciativa que alerta a população sobre os riscos do convívio inadequado com a rede elétrica e a redução dos acidentes. Desenvolvida ao longo do ano passado, a campanha envolveu divulgação de conteúdos sobre segurança em rádios, Facebook e banners de internet, anúncio em jornal e carro de som. O Grupo ainda realizou diversas blitzes pelas cidades de suas áreas de concessão, com a distribuição de folders e materiais alusivos para o engajamento da população e profissionais que trabalham na área de construção civil.
Os municípios com maior número de inspeções foram Gravataí, com 10.477, seguido por Caxias do Sul, 10.290 e Passo Fundo, com 4.068. Caxias do Sul também foi a cidade com o maior número de irregularidades confirmadas.