A mobilização de moradores e movimentos sociais está marcada para a tarde desta quarta-feira, 31 de janeiro, na Câmara Municipal de Peruíbe, no litoral Sul de São Paulo.. Após meses de discussão, o movimento contrário espera barrar definitivamente o projeto Verde Atlântico da Gastrading, que propõe a instalação de uma termelétrica a gás no município de 1,7 GW e um terminal de regaseificação offshore.
Os vereadores farão a votação final do projeto de emenda à lei orgânica do município, que impede a instalação de indústrias altamentes poluentes. Uma frente parlamentar, articulada por movimentos populares, está a frente do projeto da emenda, que foi reapresentada depois de não atingir número mínimo de votos no fim do ano passado.
Em dezembro, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indeferiu pedido de licenciamento da Gastrading. Além dos reconhecidos impactos ambientais, a decisão citou a resistência popular ao projeto como fator relevante. A decisão trouxe novo ânimo aos movimentos contrários à obra, após a manobra que evitou a aprovação da emenda, em dezembro.
Representantes dos diversos movimentos populares envolvidos na campanha Usina Não estarão presentes na sessão, ao lado de grupos de pescadores, surfistas e membros de aldeias indígenas da região. “Toda população está sendo mobilizada para comparecer à votação e apoiar os vereadores, para que não retrocedam, pois esta é a vontade da comunidade”, explica Suelita Rocker, ativista da 350.org Brasil, organização que vem apoiando a luta da comunidade contra a termelétrica.