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O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) divulgou na última quarta-feira, 14 de fevereiro, suas estatísticas anuais de mercado. Em 2017, foram instaladas 52.573 MW de nova capacidade eólica no mundo. Segundo ano seguido de declínio desde o recorde de 2015, quando 63.633 MW foram ligados a rede. Em 2016, foram acionados mais 54.642 MW. O GWEC afirmou que a energia eólica mostra sinais de uma indústria em maturação, em transição para um sistema baseado no mercado. O conselho reforçou que este foi o quarto ano seguido de instalações acima de 50 GW.
Com o resultado de 2017, o mundo conta atualmente com 539.581 MW de capacidade instalada em energia eólica. A China continua liderando o mercado, apesar de ter registrado uma pequena queda nas novas instalações para 19,5 GW. Com isso, o país conta agora com 188.232 MW de capacidade instalada. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar em novas instalações com pouco mais de 7 GW, somando mais de 89 GW instalados. O terceiro maior mercado é a Alemanha, que instalou 6.581 MW e soma 56.132 MW de capacidade.
O Brasil continua figurando no top 10 de novas instalações e total de capacidade instalada. O país instalou pouco mais de 2 GW novos de capacidade, ficando em sexto lugar no ranking. O país já conta com um parque de 12.763 MW de capacidade instalada, em 8º lugar no mundo. Em instalação, o Brasil ficou atrás, além dos três anteriormente mencionados, de Grã-Bretanha (4,27 GW) e Índia (4,14 GW). Em capacidade total, estão, além dos três grandes, na nossa frente estão Índia (32,8 GW), Espanha (23,17 GW), Grã-Bretanha (18,8 GW) e França (13,7 GW).
“Os números mostram uma indústria em maturação, em transição para um sistema baseado no mercado, competindo sucedidamente com as fontes reconhecidas altamente subsidiadas”, afirmou Steve Sawyer, secretário-geral do GWEC. “A transição para uma operação totalmente baseada no mercado deixou vácuos políticos em alguns países, e os números globais de 2017 refletem isso, como farão as instalações em 2018”, completou. Veja aqui as estatísticas do GWEC.