Energia elétrica contribuiu para impacto negativo no IPCA-15 de fevereiro

Indice do IBGE teve variação de 0,38%. Redução do item energia, que faz parte do grupo Habitação, foi de 2,99%

O grupo Habitação foi o que apresentou o maior impacto negativo no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15   (-0,11 ponto percentual), em razão da redução de 2,99% no item energia elétrica. O IPCA-15 registrou esse mês variação de 0,38%, mantendo-se praticamente estável em relação a janeiro, quando ficou em 0,39%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo o IBGE, em dez das 11 áreas pesquisadas houve queda nos índices de correção das tarifas de energia, que variaram dos -5,84% de Goiânia até o -1,90% de Salvador. “A única alta foi em Porto Alegre (1,33%), devido ao reajuste de 29,60% na tarifa de uma das concessionárias, em vigor desde 21 de dezembro”, informa o instituto.

O IPCA-15 de fevereiro teve a segunda menor variação para o mês desde a implantação do Plano Real em 1994. O menor índice, de 0,34%, foi registrado em fevereiro de 2000. O acumulado  dos últimos 12 meses é de 2,86%, e o do ano de 0,77%, menor taxa para o período desde o inicio do Plano Real.

Os dados usados no cálculo do índice  foram coletados de 16 de janeiro a 15 de fevereiro de 2018  nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. O IPCA 15 mede a inflação de famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.