Equatorial fez caixa robusto para evitar volatilidade do período eleitoral

R$ 4 bilhões captados também poderão ser usados para privatizações e eventuais aquisições

O fato da Equatorial Energia ter fechado o ano com um abastado caixa de R$ 4 bilhões foi motivado por uma possível volatilidade que o período eleitoral pode causar no mercado financeiro. O período vai coincidir com o início das obras dos lotes de linhas de transmissão arrematados nos últimos leilões e a empresa decidiu fazer antes as captações de recursos. “Já estamos fazendo um colchão de liquidez para caso não saia algum empréstimo ou tenha alguma dificuldade. As condições de mercado estavam boas e evitavam um período de potencial volatilidade”, revelou Eduardo Haiama, diretor de Relações com Investidores da empresa, em teleconferência para analistas de mercado nesta sexta-feira, 9 de março.  Segundo ele, esse caixa reforçado também pode ser usado na privatização das distribuidoras da Eletrobras ou em outras aquisições, mas o executivo não confirma que a empresa vá disputar algum ativo.

Querendo antecipar ao máximo o início da operação das suas LTs, a empresa já tem em seis dos seus oito lotes, mais de 61% da negociação fundiária. Recentemente, ela conclui a aquisição de 51% do capital da Intesa e fez a captação de R$ 185 milhões para uma Linha de Transmissão no estado do Pará, de 125 quilômetros. Na teleconferência, o executivo colocou como prioridade as obras das LTs para a Equatorial Energia.

Haiama elogiou a inclusão dos custos com desativação nos novos parâmetros de custo operacionais das distribuidoras, feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica. De acordo com o diretor de Relações com Investidores da empresa, Fernando Haiama, essa era uma demanda antiga das concessionárias, que não viam esses custos reconhecidos. “Toda obra para renovação de parque exige um custo para desmobilização de ativos antigos”, afirmou.