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A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico é que o submercado Sudeste/Centro- Oeste chegue ao fim de novembro, quando termina o período seco, com cerca de 36,7% da sua capacidade. De acordo com Luiz Eduardo Barata, diretor geral do ONS, há ainda um outro cenário que indica que o volume armazenado pode ficar em 33,5%, indicando uma situação melhor. “É um nível substancialmente superior ao que terminamos 2017”, afirma Barata, que participou na última quinta-feira, 22 de março, de painel da Agenda Setorial 2018, realizado no Rio de Janeiro (RJ).
Os reservatórios do Nordeste, os que mais têm sofrido com a seca que assola a região dos últimos anos, também deverão terminar o período úmido melhor que no ano passado, segundo o executivo. Nas demais regiões, a melhora nos volume registrados também deverá acontecer. Ele também ressaltou que a recuperação pode ser vista pelas séries históricas de 2001 a 2018. Ao analisar as 18 séries anuais, o Nordeste tem a quinta melhor em termos de armazenamento. Segundo Barata, também houve melhoras em determinadas bacias hidrográficas, mas que não foram representativas.
Com a operação facilitada por conta da queda na demanda ocasionada pela crise econômica, o diretor do ONS também garantiu que caso a retomada do crescimento for antecipada em dois anos antes do esperado, não haveria problema em atender o consumo do país. Com forte oferta de renováveis, a operação do sistema continua complexa, com muitas eólicas em operação e a fonte solar começando a ter montantes mais significativos.
Garantindo a segurança do sistema, Barata frisou ainda que vários empreendimentos vêm sendo antecipados, entrando em operação comercial antes do previsto, o que é considerado por ele com benéfico ao sistema. “Isso torna o sistema mais robusto e confiável”, conclui.