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A CPFL Energia acredita na continuidade do crescimento do consumo este ano no mesmo patamar do final do ano passado. Na avaliação do diretor Financeiro e de Relações com Investidores , Gustavo Estrella, o segmento industrial está respondendo à expansão da economia, fator que vem sendo verificado desde o final do ano passado quando o indicador de consumo ficou 5% mais elevado quando comparado ao ano anterior.
Já quanto ao desempenho do consumo no segmento de baixa tensão, a perspectiva vai de acordo com as condições climáticas nas áreas de concessão da empresa. Outro fator destacado que tem influência no segmento é a economia. Tanto que na RGE Sul, por exemplo, houve um aumento das perdas comerciais justamente por conta desse cenário. O vice-presidente de operações da empresa, José Henrique, reconheceu que esse indicador de perdas na mais nova área de concessão da empresa apresentou um nível acima do estimado inicialmente. Esse incremento, atribuiu ele, é justamente por conta do impacto da crise econômica ainda sentida pela população, principalmente, no entorno da capital daquele estado, Porto Alegre.
“Estamos trabalhando forte para reduzir esse indicado inclusive com as mesmas práticas que são aplicadas pelo grupo CPFL no estado de São Paulo. Estamos preparando um plano de ação das perdas para trazer o indicador a patamares adequados, e isso envolve mais inspeções e cortes”, afirmou ele em teleconferência com analistas sobre os resultados obtidos em 2017.
Aliás, o presidente da companhia, André Dorf, classificou a ação de cortes como necessária, mas acima do patamar desejado pela companhia. No ano de 2017 foram 407 mil cortes de fornecimento como resultado das ações de cobrança da CPFL. Ao final de 2016 empresa havia reportado 346 mil desligamentos. A inadimplência da empresa ao final do ano passado estava em 0,57% da receita bruta, abaixo da média histórica acumulada desde 2012 de 0,59%. As contas de energia em atraso acima de 90 dias voltaram ao nível histórico da companhia em 1,02% da receita bruta de 12 meses.
Outro ponto que estará no foco da empresa este ano, explicou Estrella, é a orçamentação base zero em 2018. Ele explicou que as despesas operacionais tiveram efeitos não recorrentes em 2017 e que este ano serão menores. Com isso, a expectativa é positiva para o ano, inclusive a CPFL ainda continuará buscando sinergias para que essa curva de custos seja menor e a empresa mais produtiva.
Mesmo com essa perspectiva o plano de investimentos da companhia para os próximos cinco anos está na casa de R$ 10,4 bilhões, sendo R$ 9,8 bilhões no segmento de distribuição, que respondeu por 49% do ebitda (antes de juros, impostos depreciação e amortização) da empresa em 2017. O segmento de geração ficará com R$ 455 milhões e R$ 176 milhões em comercialização e serviços. No ano passado o investimento da CPFL bateu recorde histórico com R$ 2,6 bilhões.