Leilão de 70 SPEs da Eletrobras é adiado para final de junho

Proximidade com a venda das distribuidoras é o motivo apontado para a postergação do prazo

A venda da participação da Eletrobras nas 70 SPEs que irão a leilão na bolsa de valores, a B3, mudou de data. O presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que a nova data dessa venda é 29 de junho ante uma estimativa de realização divulgada anteriormente de 8 de junho. Essa alteração deve-se à proximidade com o evento de venda das distribuidoras, cuja data prevista para ocorrer está entre os dias 21 e 28 de maio.

Ferreira Júnior destacou que esse é o prazo máximo, até porque em junho é o prazo dado pela Aneel para a homologação de resultados com a conclusão do negócio para até 31 de julho ser realizada a assinatura dos contratos.

Outro ponto importante desse processo ainda em aberto é a desverticalização da Amazonas Energia que ainda concentra as atividades de geração, transmissão e distribuição. O executivo disso que agora a empresa não tem mais a folga que havia anteriormente. Era esperado para a última quarta-feira, 11 de abril, resolver essa questão, fato que não ocorreu. “Agora eu tenho até o dia 23 para convocar a assembleia para discutirmos a cessão da dívida com a Petrobras para a Eletrobras e encerrar essa questão no dia 30 de abril”, apontou ele após sua participação na reunião com analistas e investidores promovida pela Apimec-SP.

Para que a cisão ocorra é necessário resolver o passado com Petrobras e, continuou ele, a empresa começou essa discussão com mais foco nos últimos três meses. Segundo relatou, a Petrobras está mais rígida enquanto a Eletrobras tem pouca flexibilidade. No centro das discussões está o preço do gás. “Avançamos muito essa semana, estou otimista de fechar isso”, comentou Ferreira Junior.

Outro marco importante é a publicação do edital. No momento a venda é avaliada no TCU que deve dar o parecer com recomendações no dia 18 de abril.

No caso da Ceron, a maior devedora do Mercado de Curto Prazo no âmbito da CCEE, o executivo disse que a boa notícia que foi vista é o reconhecimento por parte da Aneel dos créditos da concessionária. Por outro lado, continuou, os números não são os mesmo que a elétrica considerou. Essa inadimplência na CCEE será resolvido antes da privatização e não deverá incorporar na dívida da concessionária.