Temer nomeia Marcos Stamm como novo diretor-geral brasileiro de Itaipu

Diretor financeiro executivo que passará a ocupar principal pasta da estatal destaca atuação da usina como fator importante para desenvolvimento regional

Com pouco mais de um ano no cargo de diretor financeiro executivo de Itaipu, o advogado Marcos Vitório Stamm passa a ser o novo diretor-geral brasileiro interino da Binacional. Ele assume no lugar do engenheiro eletricista Luiz Fernando Leone Vianna, exonerado a pedido, na última sexta-feira, 6 de abril, para atuar na iniciativa privada.

O anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer e publicado nesta sexta-feira, 13 de abril, no Diário Oficial da União. Além de Temer, o decreto é assinado pelo novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, nomeado na última segunda-feira (9). Na mesma ordenação ele foi exonerado da função de diretor financeiro executivo.

Na última quarta-feira, 11, Stamm e o diretor administrativo de Itaipu, João Pereira, participaram da solenidade de transmissão de cargo do ex-ministro do MME Fernando Coelho Filho ao novo mandatário da pasta, em Brasília (DF).

Como diretor financeiro executivo, vários programas liderados por Stamm tiveram avanços e foram ampliados para toda a região Oeste do Paraná, especialmente nas áreas de saúde e de educação financeira.

Segundo Itaipu, ao assumir junto com Vianna em março do ano passado, Stamm rapidamente imprimiu um estilo agregador, impulsionando vários projetos e ações na área. Em seu comando está a coordenadoria do Grupo de Trabalho Itaipu-Saúde (GT-Saúde), iniciativa voltada à promoção de diversas ações de saúde envolvendo instituições da Tríplice Fronteira.

Em seu comando também, a Itaipu Binacional e a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) lançaram, na semana passada, na sede da Amop em Cascavel, o Programa de Governança Municipal com Ênfase em Finanças e Logística de Suprimentos. A iniciativa prevê a capacitação de 1.600 gestores públicos dos 54 municípios da região, entre prefeitos, secretários e técnicos municipais. O objetivo é que as prefeituras possam ter uma administração mais eficiente e ética.

Ainda em sua gestão, o programa educação financeira, que tem conexão com um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas e do qual a binacional é signatária, foi ampliado. Intitulado Programa de Educação Financeira – O Valor do Amanhã, o programa foi estendido para mais de 30 municípios que integram a Amop. A ideia é capacitar professores para que eles levem aos alunos de 1ª a 5ª séries do ensino fundamental, a partir de 2018, informações sobre como lidar melhor com o dinheiro e ter uma vida financeira saudável.

Formando em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 1981, Marcos Stamm é pós-graduado em Direito Administrativo – Licitações e Contratos Administrativos, e em Direito Administrativo – Controle da Administração Pública, ambas pela Faculdade de Direito de Curitiba.

Foi diretor-geral da Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho do Paraná, em 1999 (durante o período respondeu pelo cargo de secretário de Estado da pasta); delegado regional do Trabalho substituto da Delegacia Regional do Trabalho do Estado do Paraná e chefe do Serviço de Relações do Trabalho, de 1996 a 1998.

Também foi assessor do governador do Estado do Paraná em 2010; chefe de gabinete do secretário da Assessoria Especial do Governo do Estado do Paraná, entre 1987 a 1990; chefe de gabinete da Fundação da Assistência aos Municípios do Paraná (Famepar), no período de 1984 a 1987 e assessor técnico do Senado Federal – gabinete do senador Sérgio Souza, de 2011 a 2014.

O advogado, nascido em Londrina, também já discorreu, a convite de eventos da sua área de formação, para falar sobre a constituição da Binacional, a partir de um tratado celebrado entre Brasil e Paraguai em 1973 e de como sua natureza jurídica e a empresa se tornou não apenas recordista mundial de produção de energia limpa, mas também exemplo em ações de sustentabilidade.

Nessas apresentações, o novo diretor também tem destacado o papel da usina para impulsionar o desenvolvimento regional nos dois lados da fronteira. Desde 1985, quando começou a gerar energia, já foram repassados mais de US$ 10 bilhões em royalties aos dois países: “Enfim, Itaipu é um caso de referência de integração entre países com grandes diferenças culturais e assimetrias econômicas”.