Com a melhoria do cenário macroeconômico, o consumo de energia do Grupo Energisa no mercado livre e cativo no primeiro trimestre deste ano subiu 3,5% em relação a 2017. Considerando o fornecimento não faturado, o volume passa para 7.638,3 GWh, aumento de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2017.

Os dados foram divulgados pela empresa na última quinta-feira, 26 de abril, em seu boletim operacional. O destaque do período é para o consumo de energia no mercado cativo mais livre na região Centro-Oeste, com aumento de 5,7% na concessão da Energisa Mato Grosso, bem como na região Norte, que apresentou crescimento de 5,5% na área da Energisa Tocantins.

Quanto ao mês, março manteve a sequência consecutiva de elevação e pela décima primeira vez subiu 1,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o grupo, a alta é atribuída em parte, pelo ciclo de faturamento, em média, 1,4 dia inferior a março de 2017. Sem o efeito calendário, o crescimento do consumo em março seria de 4,8%.

Entre as distribuidoras, o maior crescimento do consumo foi verificado na concessão da EMT, com 4,4% influenciado pelo avanço de 8,2% do consumo industrial, destaque para o segmento de minerais não metálicos. Em seguida vem a ETO, com 3,4% e ESS, 2,0%.

A classe industrial aumentou o consumo em 5,4% no mês, sinalizando recuperação gradual do mercado de energia elétrica. Entre os segmentos, o alimentício, que responde por cerca de 43% do setor industrial atendido pela Energisa e que não registra queda desde julho de 2017, avançou 6,2%, impulsionado pelo aumento de consumo nas concessões da ESS, EMS e EMT, com 18,8%,7,7% e 5,1% respectivamente.

Na concessão da ETO, o consumo da classe cresceu 30,8% em especial como reflexo das atividades de produção de cimento e de fertilizantes, a última com um produtor retomando o consumo em 2017, após quase dois anos de paralisação.