Energia influencia IPCA de abril, que fica em 0,22%

Alta de 0,17% no grupo Habitação foi puxada pelos reajustes tarifários em cinco das 13 regiões pesquisadas; Campo Grande teve maior alta regional com 0,73%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de abril teve variação de 0,22%, 0,13 ponto percentual acima do resultado de março, quando obteve 0,09%. A variação acumulada do ano ficou em 0,92%, menor nível para abril desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 2,76%, depois de registrar 2,68% no ano anterior.

O grupo Habitação foi o destaque com alta de 0,17% puxada pelo item energia elétrica (0,99%), explicado pelos reajustes nas tarifas em cinco das 13 regiões pesquisadas. No Rio de Janeiro, esses reajustes referem-se à Light e a Enel no Rio de Janeiro e a CEEE em Porto Alegre (RS).

De acordo com o IBGE, apenas Goiânia mostrou deflação em relação ao mês anterior, que ficou em 0,18%, com a variação negativa de 3,83% sendo motivada pela redução na alíquota do PIS/COFINS. Por sua vez, Campo Grande teve a maior alta, 0,73%, devido ao reajuste de 10,65% nas tarifas em vigor desde 8 de abril.

Os dados usados no cálculo do índice e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília e foram coletados de 30 de março a 27 de abril de 2018, com os preços vigentes no período de 02 de março a 29 de março de 2018.