Fitch afirma ratings de distribuidoras da Enel com perspectiva estável

Vínculo das subsidiárias com o controlador indireto compensam o maior risco de negócios e o perfil financeiro menos robusto que outras empresas com o mesmo rating

A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’ e as respectivas emissões de debêntures das distribuidoras da Enel no Rio de Janeiro (ex-Ampla) e São Paulo (ex-Coelce). A perspectiva dos ratings corporativos é estável.

Na visão da Agência, a afirmação dos ratings é reflexo da aquisição e consolidação da Eletropaulo pelo Grupo Enel. Os ratings se baseiam na qualidade de crédito do controlador indireto, considerando que a transação contará com suporte proveniente da Enel Américas, o que reforçará os laços do grupo com o acionista controlador.

A avaliação considera os fortes vínculos estratégicos, financeiros e legais entre a Enel Américas e ambas as empresas, de acordo com a metodologia Parent and Subsidiary Rating Linkage da Fitch. Este vínculo é verificado, principalmente, pela inclusão da Enel Brasil e de suas subsidiárias em cláusulas de cross default de dívidas da Enel Américas, além de garantias de dívidas, histórico de aportes de capital e da relevância das operações no país, que passarão a representar em torno de 37% do EBITDA consolidado.

Para a Fitch, o novo grupo se beneficiará da maior escala e diversificação de negócios, passando a ser a maior holding do mercado brasileiro de distribuição de energia elétrica, onde controla atualmente, além da Ampla e Coelce e a Celg.

A avaliação incorpora, ainda, a expectativa de que o grupo conseguirá administrar seu fluxo de caixa livre (FCF) — que deve se manter negativo até 2020 —, tendo em vista a adequada posição de liquidez e a satisfatória flexibilidade financeira (beneficiada pelo suporte do controlador), mantendo alavancagem líquida consolidada em patamares conservadores e limitados a 3,0 vezes a partir de 2019, em um cenário que incorpora o suporte da Enel Américas de 50% do desembolso com a compra da Eletropaulo. A análise também considera o moderado risco regulatório do setor elétrico brasileiro e o risco hidrológico, atualmente acima da média histórica.