Carga no SIN aumenta apenas 0,1% em maio

ONS aponta que a greve dos caminhoneiros e o desempenho da economia afetaram os resultados nos dois maiores submercados do país

A carga de energia verificada no Sistema Interligado Nacional no mês de maio apresentou uma leve variação positiva quando comparada ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico houve aumento de 0,1% fechando com exatamente 64 mil MW médios. Excluindo os efeitos de fatores fortuitos e não econômicos sobre a carga o crescimento é de 0,2%. Já em relação ao mês de abril verificou-se uma queda de 5,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice apresenta uma variação positiva de 1,3% em relação ao mesmo período anterior.
Segundo a análise do ONS publicada em seu boletim mensal de carga, o comportamento, que vinha apresentando sinais de crescimento em decorrência da retomada da economia, teve seu desempenho impactado pelo cenário do mercado externo e pelas incertezas econômicas e políticas. Além disso, apontou ainda que  os efeitos na economia, relativos à greve dos caminhoneiros nas últimas duas semanas de maio também influenciaram o desempenho da carga no mês.
No maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste, a carga verificada em maio apresentou uma variação positiva de 1% em relação ao verificado no mesmo mês do ano anterior. Mas, lembrou novamente, com a adesão nacional, a greve dos caminhoneiros ocorrida na duas últimas semanas do mês de maio influenciou fortemente o desempenho. “O resultado da carga ajustada corrobora a afirmação acima, indicando que os fatores fortuitos, não econômicos, contribuíram positivamente com 0,5% para a taxa de variação da carga do Sudeste/Centro-Oeste em maio”, apontou o Operador. Já em relação ao mês de abril a queda foi de 5,7% e no acumulado dos últimos 12 meses o aumento é de 1,4%.
Já na região Sul a carga verificada no mês passado cresceu 0,2% ante o ano de 2017. A variação positiva de 1,4% da carga ajustada, analisou o ONS, mostra que os fatores fortuitos (menor número de dias úteis e temperaturas inferiores às verificadas no mesmo período do ano anterior), contribuíram negativamente com 1,2% em maio/18. E ainda, segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), a greve dos caminhoneiros e a crise cambial da Argentina, principal destino de produtos manufaturados do Estado, afetaram fortemente as exportações gaúchas em maio. Em relação a abril verificou-se uma variação negativa de 9,2% e no acumulado dos últimos 12 meses, o Sul apresentou um crescimento de 2,5%, em relação ao mesmo período anterior.
No subsistema Nordeste, a carga de energia verificada em maio/18 indica acréscimo de 1,3% em relação à carga do mesmo mês do ano anterior. A variação positiva de 2,1% da carga ajustada mostra que os fatores fortuitos contribuíram negativamente com 0,8% em maio. Em relação a abril verifica-se uma variação positiva de 0,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Nordeste apresentou uma variação positiva de 0,1%, em relação ao mesmo período anterior.
No subsistema Norte houve queda de 7,9% em relação ao valor do mesmo mês do ano anterior. Esse índice, apontou o ONS é explicado pela redução da carga de um Consumidor livre da Rede Básica a partir de meados do mês e pela ocorrência de temperaturas inferiores às verificadas no mesmo período do ano anterior. Em relação ao mês de abril verificou-se variação negativa de 3,1% e no acumulado dos últimos 12 meses crescimento de 1,1%.