Fitch atribui rating à proposta de 4ª Emissão de debêntures da São Manoel

Valor é de até R$ 340 milhões, com vencimento em junho de 2033

A agência de classificação Fitch Ratings atribuiu o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA(exp)(bra)’ com perspectiva estável, relativo à proposta de quarta emissão de debêntures da Empresa de Energia São Manoel, de até R$ 340 milhões e vencimento em junho de 2033.

A avaliação da Fitch reflete os contratos de venda de energia de longo prazo a preços fixos, o limitado risco de operação e manutenção do projeto e a mitigação do risco hidrológico, devido à adesão ao Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). O rating também considera a conservadora posição de energia contratada (89,4% de sua garantia física), que funciona como colchão contra estresses relativos ao risco hidrológico e ao Generation Scaling Factor (GSF).

No entendimento da agência, a estrutura de dívida é adequada e padrão para este tipo de ativo, tendo como ponto fraco o descasamento entre a taxa de juros de longo prazo (TJLP) do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o índice de correção das receitas.

Já as métricas de curto prazo do projeto não são condizentes com análise atual nos cenários da Fitch, mas são atenuados pelas garantias corporativas não solidárias até o completion físico e financeiro do projeto. Os cenários da agência estimam necessidades adicionais de capital em 2019 e 2020, o que limita o rating à qualidade de crédito do acionista mais fraco. Após o completion físico e financeiro, o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (Debt Service Coverage Ratio – DSCR) médio de 1,31 vez no cenário de risco da agência é compatível com a avaliação dos riscos mais altos para as propostas de energia renovável contratadas.

O projeto apresenta DSCRs abaixo de 1,10 vez até 2020 nos cenários da Fitch, que consideram estresses de despesas operacionais (opex) e GSF. Após o completion físico e financeiro, o perfil de DSCR é mais forte: média de 1,45 vez e 1,31 vez de 2021 a 2029 nos cenários base e de rating, respectivamente, consistentes com ratings mais elevados. De 2030 a 2032, os DSCRs são acima de 1,6 vez. Adicionalmente, o projeto apresenta breakeven de GSF de 0,85, que ocorreria em 2028.