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Da evolução do mercado e da necessidade de atender produtos diferenciados e complexos a Newcom chega ao mercado de comercialização de energia. A nova comercializadora tem acionistas da Comerc Energia, mas também reúne egresso de outras traders. De acordo com Daniel Camposilvan, diretor da Newcom, o crescimento expressivo do mercado livre trouxe oportunidades diferenciadas, que vão além da simples compra e venda de energia. “O mercado também cresce em outra direção, de ter produtos mais apurados. Ela nasce para capturar oportunidades com pessoas que vão conseguir trazer isso”, explica.
O diretor da Newcom dá como exemplos desses produtos uma operação de venda de antecipação da energia de um projeto ou a proteção de uma receita de empreendimento em caso de atraso. “Essas empresas buscam esse tipo de operação. Para isso apareceu uma demanda por produtos para que os entregassem às empresas”, avisa. Segundo ele, a Newcom, além de ter o trading tradicional, tem uma equipe direcionada para montar essas operações que fogem do convencional.
Dentre os clientes em potencial da comercializadora estão principalmente os geradores, desde aquele grande que busca uma otimização do seu portfólio até aquele que quer adiantar a receita para fazer mais investimentos, casos de geradores de biomassa e PCHs. Embora admita que a oportunidade do momento está com o gerador, Camposilvan acredita que esse retrato pode mudar. Atualmente, o consumidor está sem um grande apelo de produtos nesse sentido, mas com condições melhores no ACL, o ritmo de migração deve voltar a acelerar, o que vai chamar para a necessidade de gestão dessa migração. “No futuro isso é dinâmico e a gente vai atuando aonde as oportunidades vão aparecendo”, aponta.
A Newcom vai atuar de maneira independente da Comerc, com carteiras e contratos independentes. Todo o back office será contratado da Comerc, o que inclui o apoio das áreas de Recursos Humanos, regulatório, jurídico e financeiro. O contato com os clientes é direto, não há intermediação da Comerc. A comercializadora também já está na BBCE.
A forte inserção de renováveis na matriz brasileira também deve gerar oportunidades para a Newcom. A sazonalidade de eólicas da região Nordeste e a modulação de alguns parques pedem que o gerador faça uma gestão diferenciada. O diretor da comercializadora lembra ainda que a fonte solar, que começa a ter uma participação maior na matriz, também vai trazer chances de negócios. As possibilidades de composição de portfólio também podem aproximar a comercializadora. “O maior valor é justamente fazer essa ponte. Conseguimos através da construção de um portfólio de geração com diversos vendedores, construir uma energia para ser ofertada para o consumidor que atenda o perfil dele de aquisição de energia e da mesma forma que a gente atende o perfil do gerador que quer vender”, avisa.
Sem uma meta para 2018, a Newcom iniciou as atividades em agosto com uma carteira de 100 MW med. Para 2021, Daniel Camposilvan quer ter margem bruta de operações da ordem de R$ 20 milhões ou giro de 500 MW med de volume. Esse desempenho daria uma rentabilidade sobre o investimento de 20%.