CMSE decide desligar térmicas fora da ordem de mérito

Melhora da condição hídrica na região Sul e importação de energia contribuíram para a decisão

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu em reunião nesta quarta-feira, 3 de outubro, desligar a partir da 0 hora do próximo sábado, 6, as térmicas despachadas fora da ordem de mérito. Segundo nota divulgada, foram consideradas as condições hidrometeorológicas da região Sul, que apresentaram melhoria, passando a contribuir energeticamente com os demais subsistemas, e as ofertas competitivas de importação de energia a partir do Uruguai e Argentina.

O CMSE informou que está garantido o suprimento eletroenergético do Sistema Interligado Nacional e que permanecerá acompanhando permanentemente as condições de suprimento, principalmente no que se refere ao nível dos reservatórios, com reuniões semanais para avaliação. O risco de déficit nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste é 0% para este ano.

A Energia Natural Afluente, em setembro, das bacias do rios Grande, São Francisco e Tocantins foi a 3ª pior do histórico, enquanto a ENA da bacia do rio Paranaíba foi a 9ª pior. A ENA dos subsistemas ficou em 83% no SE/CO, 98% no Sul, 40% no NE, e 72% da MLT no Norte. Já a energia armazenada ficou em 23% no SE/CO, 48,4% no Sul, 28,7% no NE e 40,2% no Norte.

Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de outubro são: 17,9% no Sudeste/Centro-Oeste, 44,4% no Sul, 24,7% no Nordeste e 30,2% no Norte, desconsiderando a geração termelétrica fora da ordem de mérito. De acordo com o CMSE, nos próximos sete dias, os maiores acumulados de precipitação estarão localizados na Região Sul, onde os valores podem superar a média histórica nas bacias do subsistema sul e no setor incremental a UHE Itaipu. Nas bacias dos rios Grande, Xingu e a montante de Três Marias, no rio São Francisco, o cenário mais provável é de chuvas próximas à média. Não são esperados acumulados expressivos na bacia do rio Tocantins.

A perspectiva de “El Niño” se formando no Oceano Pacífico não deve configurar impacto significativo para as chuvas da região Sudeste, pois se prevê um fenômeno de intensidade fraca a moderada durante a próxima estação chuvosa na região central do Brasil.